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Dois anos sem presidente no SIRESP: emergência ficou em modo espera

Líder do PS diz que Montenegro tem “muitas respostas a dar” depois de o Governo ir buscar novamente o general Paulo Viegas Nunes para liderar a rede de comunicações de emergência. José Luís Carneiro acusou o Governo de ter prejudicado o “interesse estratégico e crítico” de Portugal ao manter o SIRESP sem presidente durante cerca…

Dois anos sem presidente no SIRESP: emergência ficou em modo espera

Líder do PS diz que Montenegro tem “muitas respostas a dar” depois de o Governo ir buscar novamente o general Paulo Viegas Nunes para liderar a rede de comunicações de emergência.

José Luís Carneiro acusou o Governo de ter prejudicado o “interesse estratégico e crítico” de Portugal ao manter o SIRESP sem presidente durante cerca de dois anos.

O líder do PS reagiu ao regresso do general Paulo Viegas Nunes à presidência da SIRESP S.A., depois de já ter liderado a estrutura entre 2022 e 2024. O Ministério da Administração Interna anunciou o novo mandato numa fase considerada estratégica para a modernização e reforço da rede nacional de comunicações de emergência e segurança.

“Durante dois anos, a mais importante infraestrutura de comunicação do Estado esteve sem presidente”, criticou Carneiro, lembrando que o Governo acabou por chamar novamente o mesmo responsável que já tinha estado à frente do sistema.

Segundo o socialista, quando o PS saiu do Governo, em 2024, deixou concluído um relatório para garantir a transição tecnológica do SIRESP, com três objetivos: concurso internacional, interoperabilidade entre continente e regiões autónomas e ligação entre comunicações civis e militares.

O tema ganha peso porque o SIRESP é uma infraestrutura essencial para comunicações de emergência, segurança e proteção civil. Um grupo de trabalho criado pelo Governo concluiu recentemente que um novo sistema só deverá ficar operacional dentro de cerca de 10 anos, defendendo uma fase de transição e uma entidade pública especializada.

Para José Luís Carneiro, o caso deixa Luís Montenegro politicamente exposto: o país esteve dois anos sem liderança numa estrutura crítica e, no fim, o Governo regressou à solução que já existia.

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