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Ventura avisa que o Comando Vermelho já “marca território” em Portugal

Líder do Chega acusa PS e PSD de deixarem o país chegar a um “ponto perigoso” depois de a Polícia Judiciária reconhecer aumento de elementos ligados ao PCC e ao Comando Vermelho em território nacional. André Ventura voltou esta quarta-feira a endurecer o discurso sobre segurança e imigração, depois de a Polícia Judiciária ter reconhecido…

Ventura avisa que o Comando Vermelho já “marca território” em Portugal

Líder do Chega acusa PS e PSD de deixarem o país chegar a um “ponto perigoso” depois de a Polícia Judiciária reconhecer aumento de elementos ligados ao PCC e ao Comando Vermelho em território nacional.

André Ventura voltou esta quarta-feira a endurecer o discurso sobre segurança e imigração, depois de a Polícia Judiciária ter reconhecido o aumento da presença em Portugal de elementos associados às organizações criminosas brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho (CV).

Numa publicação nas redes sociais, o líder do Chega escreveu que o Comando Vermelho “está a marcar território em várias zonas de Portugal e a ameaçar as populações”, acusando PS e PSD de terem permitido que a situação chegasse ao ponto atual.

“Vamos ter de resolver a situação antes de ver o país tornar-se uma favela”, escreveu Ventura, acompanhando a mensagem com uma fotografia onde surgem inscrições “CV” pintadas num muro.

PJ admite reforço de fações criminosas brasileiras

As declarações surgem depois de uma notícia do Expresso revelar que a Polícia Judiciária reconhece um crescimento da presença em Portugal de elementos ligados às maiores organizações criminosas do Brasil.

Segundo o jornal, as autoridades portuguesas identificaram um aumento da atividade associada ao PCC e ao Comando Vermelho, sobretudo em áreas ligadas ao tráfico de droga, branqueamento de capitais, criminalidade organizada e utilização de Portugal como plataforma logística e financeira para operações internacionais.

A PJ admite preocupação com o fenómeno, embora sublinhe que Portugal continua longe dos níveis de violência observados em algumas regiões brasileiras.

Segurança e imigração voltam ao centro do debate político

A publicação de Ventura reacendeu imediatamente o debate político sobre imigração, segurança interna e controlo de fronteiras.

O Chega tem defendido maior controlo migratório, reforço policial e penas mais pesadas para crimes ligados à criminalidade organizada, utilizando o crescimento destes grupos como argumento para endurecer políticas de segurança.

O partido acusa os sucessivos governos de PS e PSD de terem facilitado entradas sem controlo suficiente e de não terem preparado o Estado para responder ao crescimento de redes internacionais criminosas.

Especialistas alertam para risco de instrumentalização política

Nos últimos anos, vários especialistas em segurança têm alertado para a necessidade de distinguir imigração legal de criminalidade organizada transnacional, sublinhando que a presença de grupos brasileiros em Portugal não significa associação generalizada da comunidade imigrante a atividades criminosas.

Ainda assim, as autoridades portuguesas reconhecem que organizações criminosas internacionais olham cada vez mais para Portugal como território estratégico, quer pela posição geográfica, quer pela ligação à Europa e ao espaço lusófono.

Com o tema da segurança novamente no centro da agenda política, tudo indica que o caso será explorado nos próximos meses no confronto entre Governo, oposição e Chega.

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