A Polícia de Segurança Pública (PSP) desmentiu que o homem identificado no âmbito da investigação ao lançamento de petardos durante a concentração pela habitação, realizada no domingo, no Rossio, em Lisboa, seja um agente policial à paisana infiltrado no protesto para provocar distúrbios.
Num esclarecimento, a PSP garante que o cidadão identificado «não é, nem pertence, à Polícia de Segurança Pública ou a qualquer outra Força de Segurança», considerando «totalmente falsa a suspeita de que se trataria de um agente policial à civil».
Sem revelar a identidade do homem, a autoridade confirma que «foi elaborado o respetivo auto de notícia, que será remetido ao Ministério Público». No entanto, ressalva que a identificação do cidadão «não significa, por si só, que esteja comprovada a sua responsabilidade pelo alegado lançamento do petardo», cabendo às autoridades competentes apurar integralmente os factos.
A PSP revela ainda que teve conhecimento de que o homem terá sido agredido por terceiros, informação recolhida através do seu próprio testemunho e de um vídeo divulgado em fontes abertas. Também neste caso será elaborado um auto de notícia, para dar conhecimento ao Ministério Público das alegadas agressões.
Entretanto, o gabinete de comunicação do Chega desmentiu igualmente qualquer ligação do suspeito ao partido, esclarecendo que «Diogo Lima Mayer não é militante do CHEGA», pelo que as informações divulgadas nas redes sociais nesse sentido não correspondem à verdade.
A Lusa Verifica adianta que, desde segunda-feira, tentou obter esclarecimentos junto do gestor de 41 anos, através dos contactos da unidade hoteleira que gere, em Arraiolos, mas não recebeu qualquer resposta até ao momento.
Lusa Verifica classifica alegações como falsas
Na avaliação publicada pela Lusa Verifica, as informações que apontam o homem como agente da PSP à paisana ou militante do Chega são classificadas como falsas.
As duas teorias, que circularam nas redes sociais na sequência do protesto pela habitação, foram categoricamente desmentidas pela PSP e pelo Chega.
O Ministério Público deverá agora acompanhar a investigação ao alegado lançamento de petardos, bem como às agressões de que o homem identificado terá sido vítima, permanecendo por esclarecer integralmente as circunstâncias em que ocorreram os acontecimentos.



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