O Município de Braga apresentou, esta quarta-feira, um livro dedicado à história do Batalhão Sapadores Bombeiros de Braga, que reúne mais de 260 anos de memória da instituição, desde as suas origens até à atualidade.
Da autoria de Maranhão Peixoto e Ricardo Fernandes, a obra recupera episódios, documentos e testemunhos que marcaram o percurso dos bombeiros, dando a conhecer os protagonistas que, ao longo de várias gerações, assumiram a missão de proteger a população e acompanharam a evolução do concelho.
Na sessão de apresentação, o vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa, destacou a importância da publicação para a preservação da memória coletiva e para o reconhecimento do contributo dos bombeiros ao longo dos séculos.
O autarca salientou também o trabalho de investigação desenvolvido pelo comandante Nuno Osório e pelos autores, assim como o estudo coordenado por Francisco Mendes, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, que sustentou a revisão da data de fundação histórica do corpo de bombeiros.
Fundação remonta a 22 de maio de 1766
De acordo com essa revisão histórica, a fundação dos Bombeiros Sapadores de Braga remonta a 22 de maio de 1766. A data coloca a corporação entre os primeiros corpos de bombeiros criados em Portugal e permite assinalar, em 2026, 260 anos de história.
A obra pretende, assim, preservar o percurso de uma instituição que tem desempenhado um papel fundamental na proteção e no socorro à população bracarense, valorizando o legado de todos os que contribuíram para a sua evolução.
Investimento superior a três milhões de euros
Durante a apresentação, Altino Bessa destacou ainda a importância de valorizar o passado sem deixar de preparar o futuro. Nesse âmbito, referiu o reforço dos efetivos e o investimento superior a três milhões de euros em equipamentos, viaturas e formação.
Segundo o vice-presidente da autarquia, estes investimentos contribuem para aumentar a capacidade de resposta dos Bombeiros Sapadores de Braga perante os novos desafios na área da proteção e do socorro.
A publicação surge, assim, como uma forma de reconhecer o legado histórico da corporação e de dar a conhecer às gerações atuais e futuras o percurso de uma instituição com mais de dois séculos e meio de serviço à comunidade.



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