Homem de 44 anos é suspeito de se fazer passar por inspetor da Polícia Judiciária. Nas buscas foram apreendidas uma luz estroboscópica azul, uma sirene eletrónica e um comando
Um homem de 44 anos foi constituído arguido em Montemor-o-Novo, esta sexta-feira, por suspeitas de usurpação de funções, depois de alegadamente se fazer passar por inspetor da Polícia Judiciária (PJ).
A investigação estava a ser desenvolvida desde junho pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) do Destacamento Territorial de Montemor-o-Novo da GNR. Segundo a informação divulgada pelas autoridades, o suspeito identificava-se como funcionário da PJ e utilizava uma viatura equipada com luzes estroboscópicas e uma sirene.
No decorrer das diligências, os militares da GNR deram cumprimento a dois mandados de busca, tendo localizado e apreendido vários equipamentos associados à sinalização de emergência.
Entre o material apreendido encontra-se uma luz estroboscópica azul com oito LED, uma sirene eletrónica e um comando utilizado para controlar o dispositivo.
O homem foi constituído arguido por suspeitas da prática do crime de usurpação de funções, tendo os factos sido comunicados ao Tribunal Judicial de Montemor-o-Novo.
O caso surge num contexto em que as autoridades têm alertado para situações em que indivíduos recorrem à falsa identidade de agentes ou funcionários de entidades oficiais para ganhar credibilidade junto das vítimas.
A própria GNR tem chamado a atenção para o recurso à falsa autoridade como técnica de engenharia social, nomeadamente em burlas nas quais os suspeitos se apresentam como elementos das forças de segurança. No primeiro trimestre de 2026, a Guarda registou 36 ocorrências de burlas por falso funcionário envolvendo a simulação de agentes de autoridade da GNR, PSP ou PJ, sendo que 86% dessas ocorrências foram consumadas, segundo dados divulgados pela própria força de segurança.
Neste caso concreto, não foi divulgado que o suspeito tenha utilizado a falsa identidade para cometer burlas ou outros crimes, sendo a investigação centrada, para já, na alegada usurpação de funções e na utilização dos equipamentos encontrados na viatura.



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