O professor universitário de Vila Verde Álvaro Rocha critica, num artigo de opinião publicado pela Braga TV, a resposta dada por Filipe Melo, presidente da Distrital de Braga do Chega, às questões levantadas pelo deputado do partido Carlos Barbosa sobre a ausência de uma lista do Chega nas eleições intercalares para a Assembleia de Freguesia de Belinho, em Esposende.
As eleições intercalares realizaram-se no passado dia 13 de setembro e, segundo Álvaro Rocha, a ausência do Chega no boletim de voto levantou dúvidas entre os militantes e eleitores que pretendiam votar no partido.
No texto, Rocha recorda que Carlos Barbosa questionou as razões pelas quais o Chega não apresentou candidatura, salientando que seriam necessárias 12 pessoas — nove efetivos e três suplentes — para formar uma lista.
O autor considera que existiam estruturas partidárias no concelho e no distrito que poderiam ter acompanhado o processo eleitoral e questiona quem tinha conhecimento das eleições, quem ficou responsável pela candidatura e quais as diligências realizadas para formar a lista.
Filipe Melo respondeu através de um texto publicado como “direito de resposta”, mas, segundo Álvaro Rocha, não apresentou explicações concretas sobre o caso de Belinho. O autor sustenta que a resposta se centrou sobretudo nas críticas dirigidas a Carlos Barbosa.
Rocha critica particularmente o tom utilizado por Filipe Melo, referindo expressões como “osga” e “caimão” utilizadas no contexto da resposta. O artigo de opinião recorre depois à conhecida fábula da “cigarra e da formiga” para estabelecer uma comparação com o trabalho de organização partidária e preparação eleitoral.
Na interpretação de Álvaro Rocha, a ausência de uma candidatura em Belinho demonstra, na sua perspetiva, falhas no trabalho de base do partido. O autor questiona ainda a referência feita por Filipe Melo às próximas eleições legislativas, previstas para 2029, e considera que a resposta poderá ser entendida como uma forma de desvalorizar ou desencorajar críticas internas.
O artigo aborda também a questão da liberdade de expressão dentro dos partidos políticos. Álvaro Rocha defende que as questões colocadas por Carlos Barbosa mereciam uma resposta concreta e considera que, tratando-se da ausência de uma candidatura numa eleição local, o assunto ultrapassa a dimensão exclusivamente interna do partido.
No final, o autor reforça a ideia central do seu texto: “Belinho merecia uma explicação”, defendendo que as dúvidas levantadas sobre a ausência do Chega nas eleições intercalares continuam sem resposta.
O texto foi publicado pela Braga TV no dia 21 de setembro de 2026 e é identificado pela publicação como um artigo de opinião assinado por Álvaro Rocha, professor universitário.
O artigo é assumidamente de opinião, pelo que a notícia as críticas e acusações pertencem ao autor, Álvaro Rocha, e não são apresentadas como factos pela redação.



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