“Mataram a minha neta”: Avó de bebé que morreu em carro de creche em desespero
Menina de 18 meses morre após ser esquecida durante horas em viatura de creche em Almada
Uma menina de 18 meses morreu, esta quinta-feira, depois de ter permanecido durante cerca de sete horas no interior de uma viatura ao serviço de uma creche, em Almada. A criança, identificada como Sofia, terá sido recolhida em casa durante a manhã, mas nunca chegou às instalações que frequentava habitualmente. O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária.
De acordo com o Correio da Manhã, Sofia foi entregue à funcionária responsável pelo transporte por volta das 8h00. No entanto, a criança permaneceu no interior da viatura, estacionada na Avenida do Cristo Rei, até ser encontrada já durante a tarde, apenas depois de a mãe se ter deslocado à creche para a ir buscar e os funcionários terem percebido que a menina não estava nas instalações.
Segundo o mesmo jornal, foi uma pessoa ligada à instituição que se apercebeu da presença da criança no interior da viatura. Para retirar Sofia foi necessário partir um dos vidros do veículo. Quando os meios de socorro chegaram ao local, a menina encontrava-se em estado crítico. Apesar das manobras de reanimação efetuadas pelos Bombeiros Voluntários de Cacilhas, pela Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Hospital Garcia de Orta e pelo INEM, não foi possível reverter a situação, tendo o óbito sido declarado no local. O alerta foi dado às 15h59.
Em declarações ao Correio da Manhã, a avó da criança mostrou-se devastada com a tragédia. “Não sabemos porque é que a minha neta não foi levada para a creche que frequentava. Era esta a rotina há cerca de um ano. Mataram a minha neta”, afirmou.
As circunstâncias em que a criança permaneceu esquecida no veículo estão agora a ser investigadas pela Polícia Judiciária, que procura apurar eventuais responsabilidades criminais.
Na sequência da tragédia, especialistas em segurança infantil alertaram para a necessidade de reforçar os protocolos de transporte de crianças. À Renascença, a diretora técnica da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) considerou que “vários procedimentos falharam”, defendendo mecanismos obrigatórios de verificação da presença de crianças nas viaturas e confirmação da sua entrega nas salas da creche, de forma a evitar que ocorrências semelhantes se repitam.
Imagem: CMTV / Correio da Manhã