FlixBus suspende motorista após menina de 11 anos ser deixada em área de serviço da A2
A FlixBus suspendeu preventivamente o motorista envolvido no caso da menina de 11 anos que foi deixada sozinha numa área de serviço de Almodôvar, na Autoestrada 2 (A2), durante uma viagem entre Lisboa e Faro. A decisão foi anunciada pela transportadora, que garante estar a realizar uma investigação interna para apurar todas as circunstâncias do incidente.
Em comunicado, a empresa lamentou “profundamente” o sucedido e o impacto causado à menor e à sua família, assegurando que a segurança e o bem-estar dos passageiros são a sua principal prioridade. A FlixBus confirmou ainda que o motorista foi afastado de funções até à conclusão da averiguação interna.
O caso ocorreu no passado dia 27 de julho, quando o autocarro efetuou uma paragem extraordinária na área de serviço de Almodôvar devido, alegadamente, a uma avaria na casa de banho da viatura. A menina saiu para utilizar as instalações sanitárias, mas o veículo retomou a viagem antes do seu regresso. Uma outra passageira adulta também ficou na área de serviço. A menor acabou por contactar o pai, em estado de aflição, sendo posteriormente assistida por funcionárias da estação de serviço e pela GNR.
A transportadora informou que já contactou a família, procedeu ao reembolso do valor do bilhete e irá suportar as despesas de transporte resultantes do incidente. Paralelamente, está a colaborar com o operador responsável pela viagem para determinar se todos os procedimentos de segurança foram cumpridos.
Apesar da suspensão do motorista, a FlixBus recorda que as suas Condições Gerais de Transporte estabelecem que a empresa e os seus parceiros não assumem responsabilidades de supervisão de menores que viajem desacompanhados, desde que estejam cumpridos os requisitos exigidos para esse tipo de transporte. Ainda assim, garante que, após a conclusão da investigação, adotará as medidas necessárias para evitar que uma situação semelhante volte a acontecer.
Entretanto, os pais da menina anunciaram que vão avançar judicialmente contra a transportadora, defendendo que houve falhas graves nos procedimentos de segurança durante a viagem. O caso gerou forte indignação pública e reacendeu o debate sobre a proteção de menores que viajam sozinhos em serviços de transporte de longo curso.