Juíz manda para a prisão traficantes que vendiam droga na Lage

Quatro homens foram condenados a penas de prisão efetiva por tráfico de droga, no âmbito de um processo que envolveu dez arguidos e cuja atividade criminosa decorria nos concelhos de Braga, Barcelos e Vila Verde. A informação foi avançada pelo jornal O Minho.

Segundo a mesma fonte, o Tribunal de Braga condenou dez arguidos, cinco homens e cinco mulheres, com idades compreendidas entre os 27 e os 40 anos, aplicando penas que variam entre os 20 meses e os sete anos de prisão. Quatro dos condenados terão de cumprir pena efetiva.

De acordo com o O Minho, cinco dos arguidos respondiam por tráfico agravado, mas o coletivo de juízes acabou por absolvê-los dessa qualificação, condenando-os apenas pelo crime de tráfico de estupefacientes na forma simples.

O principal arguido foi condenado a sete anos de prisão. Segundo o acórdão, desenvolvia a atividade criminosa a partir da sua residência, em Padim da Graça, Braga, onde, desde o início de 2024, era frequente a entrada e saída de consumidores a várias horas do dia e da noite. A habitação encontrava-se equipada com câmaras de videovigilância no exterior e no interior, permitindo controlar todos os movimentos em redor da casa.

A investigação concluiu ainda que o homem contava com o apoio de vários colaboradores, três dos quais foram condenados a penas de seis anos, cinco anos e oito meses e cinco anos e seis meses de prisão.

Segundo o O Minho, durante vários meses o principal arguido manteve também uma relação com uma mulher de Braga, que o terá auxiliado na venda de estupefacientes.

A rede utilizava igualmente uma lavandaria situada na freguesia da Lage, em Vila Verde, como ponto de apoio à atividade criminosa. A maioria das transações era efetuada através da aplicação MB Way.

A operação da GNR culminou, em 2025, com a realização de 21 buscas — 11 domiciliárias e 10 em viaturas — nos concelhos de Braga e Barcelos. As autoridades apreenderam cerca de 3.200 doses de haxixe, 2.850 doses de cocaína, 162 doses de canábis, 527 comprimidos de ecstasy, 5.775 euros em numerário, três viaturas, balanças, material informático e diversos equipamentos utilizados na preparação e embalamento da droga.

Ainda segundo o O Minho, o principal arguido já tinha sido condenado em 2018 pelo mesmo tipo de crime e encontrava-se em prisão domiciliária com pulseira eletrónica. Beneficiava de autorização para sair durante o dia para trabalhar, situação que, segundo a investigação, aproveitava para continuar a vender droga.

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