AGORA

Funeral do jogador Jesús de Miguel marcado pela emoção e dorVila Verde anuncia 4 milhões para saneamento mas há casas sem águaBarcelos de luto pela morte de Maria Araújo: “Querida Leta”Reunião entre PS e Governo acaba sem acordo sobre habitaçãoBraga de luto. Morreu António Jorge, o homem ‘dos olhos azuis’Homem que insultava a mulher em Terras de Bouro apanhado com armasAntigos presidente e vice-presidente da Câmara de Barcelos absolvidos em tribunalGNR de Braga investiga fraude ao IVA em importação de carrosVila Verde assinala Semana da Floresta AutóctoneSanta Casa de Vila Verde está a recrutar técnico(a) de farmáciaAndré Ventura cria canal no WhatsApp contra o «sistema»Cruz Vermelha de Braga embrulha presentes para apoiar crianças e jovensFuneral do jogador Jesús de Miguel marcado pela emoção e dorVila Verde anuncia 4 milhões para saneamento mas há casas sem águaBarcelos de luto pela morte de Maria Araújo: “Querida Leta”Reunião entre PS e Governo acaba sem acordo sobre habitaçãoBraga de luto. Morreu António Jorge, o homem ‘dos olhos azuis’Homem que insultava a mulher em Terras de Bouro apanhado com armasAntigos presidente e vice-presidente da Câmara de Barcelos absolvidos em tribunalGNR de Braga investiga fraude ao IVA em importação de carrosVila Verde assinala Semana da Floresta AutóctoneSanta Casa de Vila Verde está a recrutar técnico(a) de farmáciaAndré Ventura cria canal no WhatsApp contra o «sistema»Cruz Vermelha de Braga embrulha presentes para apoiar crianças e jovens

Nuno Markl na “lista negra” de grupo neonazi que queria atacar Montenegro

O Ministério Público (MP) acusou vários elementos do Movimento Armilar Lusitano (MAL) de integrarem uma organização terrorista de inspiração neonazi que terá chegado a planear um atentado contra o primeiro-ministro, Luís Montenegro. Segundo o despacho de acusação, divulgado esta quinta-feira, o grupo reuniu informações detalhadas sobre a residência do chefe do Governo e discutiu a…

Nuno Markl na “lista negra” de grupo neonazi que queria atacar Montenegro

O Ministério Público (MP) acusou vários elementos do Movimento Armilar Lusitano (MAL) de integrarem uma organização terrorista de inspiração neonazi que terá chegado a planear um atentado contra o primeiro-ministro, Luís Montenegro. Segundo o despacho de acusação, divulgado esta quinta-feira, o grupo reuniu informações detalhadas sobre a residência do chefe do Governo e discutiu a possibilidade de lançar uma granada de 37 milímetros para o interior da habitação.

De acordo com o documento, um dos arguidos, identificado como Bruno Gonçalves, obteve a morada de Luís Montenegro e recolheu informações sobre o policiamento permanente assegurado pela PSP junto da residência. Esses dados foram partilhados num grupo da aplicação Signal denominado “lista dos indesejáveis”.

Numa das mensagens citadas pelo MP, o arguido refere que conseguiu localizar a residência do “atual primeiro-ministro” e afasta a hipótese de um sequestro, propondo, em alternativa, o lançamento de uma granada através de uma janela da casa. A conversa evoluiu posteriormente para a possibilidade de atingir também o antigo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, cuja residência se encontra próxima da do atual chefe do Governo.

A investigação concluiu ainda que o grupo mantinha uma extensa lista de “alvos e ameaças”, composta por dezenas de personalidades e instituições portuguesas. Entre os nomes identificados encontram-se o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, os ex-primeiros-ministros António Costa e Pedro Passos Coelho, o antigo Presidente da República Cavaco Silva, o comentador Luís Marques Mendes, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e o deputado Rui Tavares. A lista incluía ainda jornalistas, académicos, ativistas, dirigentes partidários e o humorista Nuno Markl.

Além de figuras públicas, o MAL recolheu informações sobre organizações ligadas à imigração, ao combate ao racismo e à defesa dos direitos humanos, incluindo o Alto Comissariado para as Migrações, o SOS Racismo e o Observatório contra o Racismo e a Xenofobia.

Segundo o Ministério Público, os visados eram considerados pelo grupo como responsáveis pelo alegado “declínio da nação”. A acusação descreve o Movimento Armilar Lusitano como uma organização de extrema-direita, nacionalista, neonazi, fascista e supremacista branca, que defendia a derrubada do atual regime político português.

O despacho refere ainda que o movimento promovia discursos contra imigrantes, minorias étnicas e religiosas, refugiados e membros da comunidade LGBTQIA+, apresentando-se como defensor da identidade nacional e da soberania portuguesa.

Perante a gravidade dos factos investigados, o Ministério Público requereu a aplicação de medidas de coação aos arguidos, incluindo termo de identidade e residência, proibição de saída do território nacional e impedimento de contacto com testemunhas. Para alguns dos acusados, o MP considera existir um risco elevado de fuga para evitar o julgamento.

O processo constitui um dos mais relevantes casos recentes relacionados com extremismo violento e terrorismo de matriz neonazi em Portugal, envolvendo alegados planos de atentados contra responsáveis políticos e outras figuras públicas.

A SUA VOZ CONTA

O que pensa sobre esta notícia?

Partilhe a sua perspetiva e ajude a tornar esta conversa mais informada. Comente com respeito e clareza.

0 respostas a “Nuno Markl na “lista negra” de grupo neonazi que queria atacar Montenegro”

Deixe um comentário

Partilhar


X
WhatsApp


Esta notícia é

Corrigir informação