Procissão de Santo António sem representantes do PS e CHEGA
Ausência do PS e do Chega na Procissão de Santo António gera polémica em Vila Verde
A não presença de representantes do Partido Socialista e do Chega na Procissão Solene de Santo António, uma das mais emblemáticas celebrações religiosas de Vila Verde, está a causar perplexidade e comentários entre a população local.
A cerimónia, que voltou a juntar centenas de fiéis e entidades oficiais, contou com um grupo de honra composto pelo ministro José Manuel Fernandes, por todo o executivo do Partido Social Democrata da Câmara Municipal de Vila Verde e pelo presidente da junta anfitriã, José Faria. A ausência de eleitos ou dirigentes locais do Partido Socialista e do Chega não passou despercebida. Nem Filipe Silva (PS) nem Elisabete Rodrigues nem Filipe Melo (CHEGA) esteve no lugar das autarquias e instituições locais durante a procissão.
Entre os habitantes, o gesto foi interpretado por muitos como uma quebra com a tradição de representação institucional num momento que, para além da dimensão religiosa, assume também um forte simbolismo cultural e comunitário no concelho. “É uma procissão do povo e para o povo. Espera-se que quem nos representa esteja presente”, comentava um morador à margem da celebração.
A presença do ministro José Manuel Fernandes e do executivo social-democrata conferiu maior visibilidade política ao momento, reforçando ainda mais o contraste com a ausência das restantes forças partidárias com representação no concelho. Nas ruas, multiplicaram-se as leituras sobre se a opção terá sido deliberada ou resultado de agendas incompatíveis.
Até ao momento, nem o Partido Socialista nem o Chega tornaram públicas explicações para a ausência. A polémica promete prolongar-se nos próximos dias, alimentando o debate sobre o papel dos representantes políticos em eventos religiosos que continuam a marcar profundamente a identidade e a vida social de Vila Verde.