Pai e filho condenados a prisão por burlas “Olá pai, olá mãe”
Dois homens, pai e filho, foram condenados pelo Tribunal de Leiria a dois anos e nove meses de prisão efetiva por burlas conhecidas como “Olá pai, olá mãe”. Os arguidos, de 25 e 58 anos, foram condenados por seis crimes de burla, um dos quais na forma tentada.
Segundo o acórdão, os dois atuavam em conjugação de esforços, enviando mensagens para telemóveis em que se faziam passar por filhos, familiares ou amigos das vítimas. Através desse esquema, levavam os destinatários a acreditar que estavam perante um pedido urgente de ajuda financeira e a realizar transferências bancárias ou pagamentos.
Os factos remontam a 17 de junho de 2024. Para dificultar a identificação, os arguidos terão usado cartões telefónicos pré-pagos sem registo do titular. As vítimas eram depois encaminhadas para pagamentos por transferência bancária, referências multibanco ou MB WAY.
O tribunal deu como provado que os arguidos conseguiram obter um total de 5.114,97 euros. A burla de menor valor foi de 265,45 euros e a de maior montante atingiu 2.805 euros. As vítimas residiam em vários pontos do país.
Além da pena de prisão, o tribunal declarou a perda das vantagens obtidas com os crimes e condenou pai e filho ao pagamento solidário de 5.114,97 euros ao Estado.
Os arguidos estavam em prisão preventiva, mas passaram a ficar sujeitos a termo de identidade e residência. Tinham sido detidos em julho de 2025, nas Caldas da Rainha, onde pernoitavam numa residencial.
Na altura da detenção, a Polícia Judiciária apreendeu diverso material informático que terá sido usado na prática das burlas. Segundo a PJ, os suspeitos não tinham vínculo laboral conhecido nem rendimentos lícitos, sendo esta atividade apontada como o seu principal meio de subsistência.
O Ministério Público tinha acusado os arguidos de seis crimes de burla qualificada, um deles tentado, e de branqueamento. O coletivo de juízes recusou suspender a pena de prisão, tendo em conta os antecedentes criminais dos dois homens.