Festas de aldeias de Vila Verde “superam” cartaz das Festas concelhias
Aldeias de Vila Verde “superam” cartaz concelhio enquanto Mês do Romance mobiliza muito do orçamento
No mapa das festas populares em Vila Verde, a comparação entre os cartazes das festas de freguesia – como as dos cartazes de Duas Igrejas, Pedregais e Godinhaços – e o cartaz principal das Festas Concelhias de Santo António tem gerado opiniões diversas, com muitos a apontarem que as festas das aldeias conseguem, em vários aspetos, rivalizar com o evento da sede de concelho.
Nos últimos anos, festas como as de Duas Igrejas e Pedregais apostaram em nomes de destaque no panorama musical nacional, como Tony Carreira, Zé Amaro, Fernando Daniel e Piruka, o que atraiu larga participação popular e debate público sobre prioridades culturais e distribuição de orçamento no concelho. Lage aposta em David Piçarra e Djs.
Em contrapartida, o cartaz concelhio de Santo António de Vila Verde – ainda que inclua artistas reconhecidos e vise programação para todas as idades – tem sido visto por alguns moradores e visitantes como menos “impactante” em termos de nomes musicais puros, sobretudo quando comparado com as apostas que se observam nas festas de algumas aldeias.
Paralelamente às festas de Santo António, a Câmara Municipal de Vila Verde tem investido fortemente no “Mês do Romance”, um evento cultural e turístico que decorre ao longo de fevereiro e que visa posicionar o concelho como “capital do amor” em torno da tradição dos lenços dos namorados. Este programa inclui mais de 60 iniciativas culturais – saraus, espetáculos, workshops, desfiles de moda e a tradicional Gala Namorar Portugal –, envolvendo mais de uma centena de parceiros e prolongando-se por quase um mês.
Segundo notícias locais, a autarquia tem investido milhares de euros na organização desta programação e no reforço da marca Namorar Portugal, destacando artistas mediáticos e eventos que procuram dinamizar o comércio, turismo e gastronomia locais durante todo o mês. A Gala Namorar Portugal em particular, com apresentação e artistas convidados, representa um dos pontos altos e mais visíveis desta produção cultural.
O debate entre os programas das festas populares das aldeias e o calendário concelhio ganha assim um novo foco: enquanto as primeiras apostam em cartazes de grande apelo musical, muitas vezes com orçamento específico para atrações sonoras, o Mês do Romance absorve também recursos significativos, com um investimento municipal que segundo vários órgãos de comunicação locais “é feito em milhares de euros” para garantir um calendário extenso e diversificado.
Para alguns habitantes e agentes culturais, as festas de aldeia acabam por parecer, em termos de cartaz musical, mais “arrojadas” ou atrativas do que o grande evento concelhio. Para outros, a aposta no romance, tradição e promoção turística justifica os valores investidos, sobretudo quando estes se estendem por um mês inteiro de programação cultural.
O investimento nas freguesias é pessoal e empresarias com patrocínios e muito trabalho das comissões de festa e em Vila Verde é dinheiro dos cofres da autarquia.
Independentemente das perspetivas, a discussão sobre prioridades de programação e equilíbrio de investimentos continua a marcar conversas na vida cultural e social do concelho, evidenciando a vitalidade e diversidade das propostas que Vila Verde acolhe ao longo do ano.