Morte do bebé Tomás deixa região Norte “sem palavras”
Marco de Canaveses acordou mais pobre. Morreu o bebé Tomás Dias da Silva, uma perda que deixou a família e a comunidade de Fornos mergulhadas num silêncio difícil de explicar.
Tomás partiu ainda antes de ter tempo para crescer, para aprender a falar, para dar os primeiros passos. Tão pequeno, dizem os pais, e ainda assim capaz de deixar um vazio enorme. A notícia espalhou-se depressa. Primeiro entre vizinhos, depois nas redes sociais, sempre com a mesma palavra a repetir-se em surdina: injustiça.
O corpo do bebé estará em câmara ardente na capela mortuária da Igreja de Santa Maria, em Fornos, a partir das 18 horas desta segunda-feira, 2 de junho. A cerimónia fúnebre realiza-se no mesmo dia, às 19 horas, na referida capela. No final, o pequeno Tomás será sepultado no cemitério de Fornos.
Numa mensagem simples e dolorosa, os pais despedem-se do filho com palavras que não escondem o choque nem a ternura. “O nosso Tomás era tão pequenino, mas deixou um vazio tão grande no nosso coração. Até já, tartaruguinha. Amamos-te muito, mais do que o coração consegue sentir.”
Em Marco de Canaveses, onde todos se conhecem e as notícias más pesam mais, a morte de Tomás é sentida como uma ferida coletiva. Ficam o colo vazio, os brinquedos por estrear, e uma comunidade inteira a tentar encontrar sentido onde ele simplesmente não existe.