Pedro Frazão arrasa Climáximo e critica silêncio de José Manuel Fernandes

Deputado do Chega acusa ativistas climáticos de prejudicarem agricultores e lamenta que o ministro da Agricultura não tenha condenado “veementemente” as ações do movimento.

O deputado do Chega Pedro Frazão lançou duras críticas ao movimento climático Climáximo e apontou diretamente o dedo ao ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, acusando-o de falta de firmeza perante ações dos ativistas.

Numa intervenção divulgada nas redes sociais, Frazão referiu-se aos elementos da Climáximo como “ladrões” e disse ter pena de o ministro não ter sido “mais contundente” na condenação pública das ações levadas a cabo pelo movimento.

“Eu tenho pena que o senhor ministro não tenha sido mais contundente e que não tenha condenado veementemente e de forma aberta aquilo que eles fizeram, porque o que eles fizeram está a prejudicar os agricultores”, afirmou.

O deputado foi ainda mais longe, deixando ataques pessoais aos ativistas climáticos.

Deputado desafia ativistas a “pegar numa enxada”

“Se estes senhores cabeludos e barbudos e estas meninas descabeladas quiserem ir distribuir alimentos, acho muito bem. Agora peguem numa enxada, vão cavar batatas, vão apanhar fruta, vão plantar aquilo que querem colher – se forem capazes”, declarou.

Pedro Frazão acusou também os membros da Climáximo de serem “alérgicos ao trabalho”, defendendo que o movimento ataca diretamente o setor agrícola, pecuário e até o próprio Governo.

“Fazer agricultura dá trabalho, e trabalho é alguma coisa a que estas pessoas são alérgicas”, afirmou.

Na mesma intervenção, o deputado do Chega insistiu que o Governo devia ter assumido uma posição pública mais dura, quer através do ministro da Agricultura, quer do ministro da Administração Interna ou até do primeiro-ministro.

Segundo Frazão, os ativistas da Climáximo já protagonizaram ações contra instalações do Governo, membros do Executivo e empresas consideradas estratégicas para a soberania nacional.

As declarações surgem numa altura em que os protestos climáticos continuam a gerar forte divisão política em Portugal, sobretudo após ações de bloqueio, invasões e manifestações dirigidas a entidades públicas e privadas.

José Manuel Fernandes, até ao momento, não respondeu diretamente às críticas do deputado do Chega.

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