Portugal no topo mundial da alimentação: José Manuel Fernandes celebra vitória histórica
Ministro da Agricultura destaca distinção da Economist Impact e fala num “reconhecimento extraordinário” para agricultores, pescadores, produtores e indústria agroalimentar portuguesa.
Portugal foi distinguido pela Economist Impact como o país com o sistema alimentar e agrícola mais resiliente do mundo, entre 60 países avaliados, num índice baseado em 71 indicadores. A classificação coloca Portugal no topo do Resilient Food Systems Index, com uma pontuação global de 76,83 em 100.

O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, reagiu à distinção nas redes sociais, afirmando que Portugal foi reconhecido como tendo “o sistema alimentar e agrícola mais resiliente do mundo”. Para o governante, trata-se de “um reconhecimento internacional extraordinário” do trabalho dos agricultores, pescadores, produtores, cooperativas e indústria agroalimentar.
Na publicação, José Manuel Fernandes sublinha que estes setores garantem diariamente “alimentos de qualidade, sustentabilidade, inovação e criação de valor no território”. O ministro acrescenta que Portugal se afirma cada vez mais pela “qualidade, segurança e resiliência” da sua produção, considerando a distinção “uma excelente notícia para o País, para a nossa reputação internacional e para as exportações portuguesas”.
O índice da Economist Impact avalia a capacidade dos sistemas alimentares nacionais resistirem a choques e garantirem acesso estável, seguro e sustentável a alimentos. A análise assenta em quatro pilares: acessibilidade, disponibilidade, qualidade e segurança e resposta ao risco climático.

Portugal destaca-se sobretudo no pilar da qualidade e segurança, associado à diversidade alimentar, qualidade proteica, padrões nutricionais e desempenho em segurança alimentar.
Apesar da liderança portuguesa, o relatório também alerta que nenhum país é totalmente resiliente e que a resposta ao risco climático continua a ser uma das áreas mais frágeis a nível global. A Economist Impact identifica uma diferença de 42 pontos entre Portugal, no topo da tabela, e a República Democrática do Congo, no último lugar.
A distinção surge num momento em que o Governo procura valorizar a agricultura como setor estratégico, ligando produção alimentar, inovação, exportações, coesão territorial e segurança alimentar. Para José Manuel Fernandes, o resultado confirma que Portugal tem condições para reforçar a sua presença nos mercados internacionais e valorizar ainda mais os produtos nacionais.