Gangue das ourivesarias pode ser condenado por ataque falhado em Vila Verde

Julgamento decorre em Viana do Castelo sob fortes medidas de segurança. Em causa está uma tentativa de assalto a uma ourivesaria em Vila Verde, em fevereiro de 2024, e um assalto em Valença, em novembro do mesmo ano.

O Ministério Público pediu a condenação dos nove arguidos acusados de integrarem uma rede criminosa ligada a assaltos a ourivesarias no Minho, incluindo uma tentativa de assalto em Vila Verde.

O julgamento decorre no Tribunal de Viana do Castelo, sob fortes medidas de segurança, com trânsito cortado, presença do Grupo de Intervenção e Segurança Prisional e vários agentes da PSP no exterior do tribunal.

No caso de Vila Verde, os arguidos são suspeitos de uma tentativa de assalto ocorrida em fevereiro de 2024, que terá ficado frustrada devido aos sistemas de segurança do estabelecimento.

Segundo a acusação, o grupo deslocou-se até uma ourivesaria já encerrada, usando uma viatura com chapas de matrícula de outro veículo previamente furtado, com o objetivo de se apoderar de bens e valores. A ação acabou por não se concretizar.

Além da tentativa em Vila Verde, o processo inclui também o assalto a uma ourivesaria em Valença, em novembro de 2024. Os arguidos estão acusados de crimes como associação criminosa, furto, roubo e furto qualificados na forma tentada, falsificação agravada e detenção de arma proibida.

A procuradora do Ministério Público defendeu que todos os arguidos devem ser punidos por associação criminosa e que a violência usada deve agravar as penas. Já algumas defesas contestam essa leitura, apontando falhas na investigação e rejeitando a existência de uma associação criminosa.

O caso tem particular relevância para Vila Verde por envolver uma tentativa de assalto a uma ourivesaria local, num processo que as autoridades enquadram como parte de uma rede organizada com atuação no Minho e ligações transfronteiriças.

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