SC Braga vence Friburgo na Liga Europa com recital de João Moutinho

O SC Freiburg saiu de Braga derrotado numa noite europeia que ficou marcada por um nome maior. Na Liga Europa, o triunfo minhoto construiu-se com solidez coletiva, sim, mas teve um rosto muito claro. João Moutinho. Incomparável.

Aos 39 anos, o médio internacional assinou uma exibição que foi mais do que boa. Foi um tratado. Jogou como quem conhece todos os atalhos do jogo, como quem sabe exatamente quando parar o tempo e quando o empurrar para a frente. Ditou o ritmo com uma serenidade rara, sempre com critério, sempre com inteligência, sempre disponível para dar linha ao jogo do Braga.

Não houve espalhafato, não houve gestos largos. Houve futebol. Moutinho esteve em todo o lado onde a bola precisava de estar bem tratada. Foi também decisivo no lance do segundo golo, iniciando e organizando a jogada com a naturalidade de quem faz isto há duas décadas ao mais alto nível.

O reconhecimento no final foi quase unânime. Melhor em campo, maestro da equipa, referência absoluta. E talvez ainda assim fique curto. Pelo que representa para o futebol português, João Moutinho merece um lugar ainda mais destacado. Não é uma questão de opinião ou de nostalgia. São os números, são os títulos, é a longevidade competitiva.

A carreira fala por si, com conquistas marcantes ao serviço do FC Porto e um percurso ímpar pela Seleção Nacional. Poucos médios na nossa História combinaram tanta qualidade com tanta regularidade.

Na noite europeia de Braga, voltou a ficar claro. João Moutinho foi e continua a ser um dos melhores. E, como mostrou frente ao Friburgo, ainda não está pronto para baixar o pano.

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