Pedro Costa reage a críticas do PSD Amares e recusa “qualquer tentativa de silenciamento”
O vereador do PS na Câmara Municipal de Amares, Pedro Costa, reagiu este fim de semana a uma publicação do PSD Amares, acusando os sociais-democratas de demagogia política e de tentarem condicionar o exercício do seu mandato na oposição.
Numa declaração pública, Pedro Costa rejeita o rótulo de “anti-associativismo” que lhe foi atribuído e fala mesmo em ironia política. Diz que soma mais de 30 anos de contributo voluntário em associações e causas diversas e considera “um número de comédia” a tentativa de colar-lhe essa imagem.
O vereador socialista sublinha que nunca questionou o movimento associativo em si, mas sim a forma como o executivo municipal tem distribuído dinheiros públicos nos últimos anos. Aponta a ausência de critérios, rigor e ponderação, comparando a prática a uma distribuição feita “como quem dá milho aos pardais”.
Pedro Costa vai mais longe e deixa suspeitas sobre a utilização de verbas públicas em programas e projetos destinados ao apoio social. Afirma que ainda não falou de situações concretas, mas espera que esses apoios não estejam a ser executados através de meros “testas de ferro”. Quanto ao apoio do município a eventos, considera que a atuação do PSD levanta dúvidas de legalidade, referindo que caberá às instâncias competentes avaliar esses procedimentos.
Na mesma intervenção, o vereador do PS Amares acusa o PSD local de incoerência política. Questiona se o partido considera que o anterior executivo era bom ou mau e estranha que alguns dos subscritores do comunicado social-democrata tenham concordado com as suas posições no final da reunião em causa.
Pedro Costa lembra ainda que foi eleito para um cargo na oposição, o que lhe confere legitimidade para questionar, debater e propor soluções. Garante que não aceitará condicionamentos ao seu direito de intervenção política e critica aquilo que chama de política feita a partir da cadeira e das redes sociais.
“Não vou a castings políticos”, escreve, defendendo uma política séria, feita no terreno e orientada para o interesse das pessoas e do território, longe de “tricas inférteis” e de carreiras construídas no “elevador dos partidos”.
A terminar, deixa uma nota pessoal, quase pedagógica. “A vida ensina tanto”, escreve, desejando bom fim de semana.