Braga quer salvar o Estádio 1.º de Maio e admite usar receitas do Estádio Municipal
Créditos da fotografia: Braga by Drone
Município admite urgência na intervenção no Estádio 1.º de Maio e diz estar a preparar o projeto para possíveis financiamentos nacionais ou europeus. Já a requalificação do Pavilhão Flávio Sá Leite foi adjudicada e deverá avançar em breve.
A Câmara Municipal de Braga está a preparar uma candidatura para a requalificação do Estádio 1.º de Maio, equipamento histórico da cidade que continua a apresentar sinais de degradação.
O assunto foi levantado pelo vereador Filipe Aguiar, do Chega, durante a reunião pública do executivo municipal de 27 de abril, no âmbito da adjudicação da empreitada de requalificação do Pavilhão Flávio Sá Leite.
O vereador questionou o ponto de situação do Estádio 1.º de Maio, lembrando que, apesar da requalificação de outros espaços emblemáticos da cidade, como o Parque da Ponte, aquele equipamento continua à espera de uma intervenção.
Na resposta, o presidente da Câmara, João Rodrigues, reconheceu a necessidade urgente de reabilitar o estádio e explicou que têm vindo a ser desenvolvidos anteprojetos para essa intervenção.
O autarca enquadrou a futura obra numa estratégia mais ampla de requalificação urbana da zona envolvente, reforçada pela expansão da área de reabilitação urbana do centro histórico, abrangendo a Avenida da Imaculada Conceição e a ligação ao Parque da Ponte.
João Rodrigues afirmou ainda que a requalificação do Estádio 1.º de Maio é um elemento central dessa estratégia e que o Município se está a preparar para candidatar o projeto a eventuais financiamentos nacionais ou europeus. O presidente acrescentou que eventuais receitas provenientes do Estádio Municipal de Braga poderão ser canalizadas para esta intervenção.
Na mesma reunião, foi aprovada por unanimidade a adjudicação da obra de requalificação do Pavilhão Flávio Sá Leite, casa do ABC de Braga. Segundo o presidente da Câmara, trata-se de uma intervenção há muito aguardada, que deverá arrancar a curto prazo e que pretende criar melhores condições para a prática desportiva.
O vereador Ricardo Silva, do Movimento Amar e Servir Braga, saudou a concretização da obra, mas alertou que a intervenção poderá não permitir receber competições europeias, o que considera uma limitação.
João Rodrigues admitiu que seria desejável dispor de um equipamento com capacidade para acolher provas internacionais, mas explicou que a solução agora adotada resulta de um consenso entre as entidades envolvidas e do investimento necessário.
O presidente revelou ainda que o Município pretende, no futuro, criar um grande pavilhão municipal multiusos, capaz de receber eventos e competições de maior dimensão.
Também Pedro Sousa, da Coligação Somos Braga, concordou com a necessidade de um futuro pavilhão multiusos, mas chamou a atenção para as necessidades do ABC enquanto clube formador, com cerca de 400 jovens atletas. O vereador defendeu que deve ser acautelada a capacidade de treino e sugeriu soluções que permitam a utilização de dois campos, ainda que de forma flexível.
A discussão deixou dois sinais relevantes para o desporto bracarense: o Estádio 1.º de Maio continua sem obra lançada, mas com candidatura em preparação; já o Pavilhão Flávio Sá Leite tem intervenção adjudicada e deverá avançar nos próximos tempos.