Protesto nacional está marcado para 29 de outubro e junta profissionais da PSP e da GNR. Sindicatos exigem a atualização das tabelas remuneratórias, o cumprimento do acordo de 2024 e alterações às regras que afetam as pensões de reforma.
Os profissionais da Polícia de Segurança Pública (PSP) e da Guarda Nacional Republicana (GNR) voltam a manifestar-se em Lisboa na próxima quinta-feira, 29 de outubro, para exigir respostas concretas do Governo às reivindicações das forças de segurança.
A manifestação nacional é promovida pela Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), no âmbito de uma série de ações de protesto realizadas ao longo de setembro e outubro.
Sob o lema «Por um Portugal Seguro para Todos», a iniciativa pretende chamar a atenção para questões salariais, profissionais e de valorização das carreiras, que as estruturas sindicais consideram continuarem sem resposta suficiente por parte da tutela.
Entre as principais reivindicações está a atualização imediata das tabelas remuneratórias, bem como o cumprimento integral do acordo celebrado com o Governo em 2024. As associações exigem ainda alterações legislativas relacionadas com os cortes de 30% a 40% nas pensões de reforma, apontados pela APG/GNR como uma das matérias que carecem de resolução.
Sindicatos contestam falta de avanços nas negociações
A convocação da manifestação surge depois de vários protestos realizados em diferentes cidades do país e de críticas sindicais à evolução das negociações com o Governo.
No início de outubro, a ASPP/PSP e a APG/GNR participaram numa concentração em Lisboa, junto ao Ministério da Administração Interna, para exigir uma valorização salarial efetiva, com efeitos a partir de janeiro de 2027.
Na ocasião, o presidente da ASPP/PSP, Paulo Santos, criticou a falta de avanços concretos nas negociações e defendeu que é necessário obter garantias que permitam dar resposta às reivindicações dos profissionais. Também o representante da APG/GNR, César Nogueira, apontou a necessidade de rever o estatuto remuneratório da Guarda.
As estruturas sindicais alertam que as condições salariais e profissionais têm impacto na motivação dos efetivos e na capacidade de atrair novos profissionais para as forças de segurança.



Deixe um comentário
Tem de iniciar a sessão para publicar um comentário.