Centenas de manifestantes passaram a noite na Praça do Rossio, em Lisboa, e prometem manter o protesto até obterem respostas às reivindicações. A mobilização exige rendas acessíveis, mais habitação pública e medidas concretas para combater a crise habitacional.
A acampada pelo direito à habitação na Praça do Rossio, em Lisboa, continua este domingo, 18 de outubro, com os participantes a prometerem permanecer no local por tempo indeterminado, até haver respostas do Governo às suas reivindicações.
A iniciativa, sob o lema «Não dá mais? Então monta a tua tenda!», começou na tarde de sábado, depois da manifestação promovida pela CGTP-IN contra o aumento do custo de vida e em defesa de melhores salários. Ao longo da tarde, foram montadas várias dezenas de tendas na praça, onde centenas de pessoas decidiram passar a noite, numa ação de protesto contra os preços das casas e das rendas.
Segundo a RTP, os manifestantes organizaram-se por turnos durante a noite e a madrugada, receando uma eventual intervenção policial. Não foram, contudo, registados incidentes durante esse período. O movimento pretende manter a mobilização até que sejam apresentadas respostas concretas para facilitar o acesso à habitação.
Mais habitação pública e limites às rendas entre as exigências
Entre as principais reivindicações dos participantes estão a criação de mecanismos que limitem o aumento das rendas, o reforço do investimento público na habitação e a recuperação de imóveis devolutos para disponibilização no mercado habitacional.
Os manifestantes defendem também restrições à aquisição de habitação por fundos imobiliários e contestam as alterações à legislação do arrendamento, considerando que as medidas do Governo não respondem às dificuldades sentidas por quem procura casa a preços compatíveis com os seus rendimentos.
Em declarações divulgadas pelo DN, a organização da iniciativa já tinha anunciado que pretendia exigir «casas para viver» e rendas que as pessoas consigam pagar, defendendo que a crise habitacional não afeta apenas Lisboa e Porto, mas também outras regiões do país.



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