Gaspar Borges vai a julgamento por suspeitas de corrupção relacionadas com obras no Hospital de Gaia/Espinho. O arresto do património foi noticiado pelo Expresso, que recupera os contornos da investigação do Ministério Público.
A Justiça determinou o arresto do património de Gaspar Borges, empresário ligado à Alexandre Barbosa Borges (ABB), uma das construtoras com maior dimensão no distrito de Braga. A informação foi avançada pelo jornal Expresso, numa notícia publicada a 10 de outubro, que dá conta de que o empresário vai a julgamento por suspeitas de corrupção relacionadas com obras no Hospital de Gaia/Espinho.
O processo centra-se em alegadas irregularidades associadas à empreitada realizada no serviço de urgência daquela unidade hospitalar. Segundo a informação divulgada, a investigação do Ministério Público procura apurar a existência de um alegado suborno de um funcionário, num caso que envolve a construtora e o seu responsável.
O arresto patrimonial surge no âmbito deste processo judicial. Trata-se de uma medida destinada a salvaguardar bens, nos termos determinados pelas autoridades judiciais, não equivalendo a uma condenação criminal.
Investigação envolve obras hospitalares
A investigação às obras do Hospital de Gaia/Espinho tem sido acompanhada pela imprensa nacional. Numa notícia publicada a 10 de outubro, o Expresso recuperou os elementos que estiveram na origem da acusação do Ministério Público, incluindo referências a uma quantia de 7.500 euros em dinheiro e a uma queixa por alegado roubo.
Os detalhes do caso fazem parte da investigação judicial, que deverá apurar as circunstâncias em que os factos terão ocorrido e as eventuais responsabilidades dos envolvidos.
Até existir uma decisão judicial definitiva, as suspeitas em causa não podem ser apresentadas como factos criminalmente comprovados.
ABB é um dos grupos empresariais de referência de Braga
Com sede em Martim, no concelho de Barcelos, a Alexandre Barbosa Borges, S.A. desenvolve atividade sobretudo na construção civil e nas obras públicas, tendo também negócios ligados às infraestruturas, ao imobiliário, à energia e à gestão de resíduos.
Fundada em 1968, a empresa expandiu progressivamente a sua atividade e participou em projetos de dimensão nacional, incluindo o Terminal Intermodal de Campanhã, no Porto, e diversas empreitadas de reabilitação urbana e infraestruturas.
De acordo com dados financeiros relativos a 2023, citados pelo jornal ECO em março de 2025, o grupo registou uma faturação de 126,6 milhões de euros e resultados líquidos de 10,7 milhões de euros.
A empresa tem também estado envolvida em vários processos judiciais relacionados com concursos públicos e adjudicações de obras, recorrendo aos tribunais para contestar decisões administrativas ou reclamar compensações financeiras.
Processo sob escrutínio judicial
O arresto do património de Gaspar Borges volta a colocar a ABB no centro da atualidade judicial e económica. O desenrolar do processo relativo às obras do Hospital de Gaia/Espinho deverá esclarecer os factos investigados e determinar as eventuais responsabilidades criminais.
Até lá, importa sublinhar que a existência de uma acusação e de medidas cautelares sobre património não substitui uma decisão condenatória, devendo ser respeitada a presunção de inocência dos arguidos.



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