Ministério Público acusa homem de 51 anos de homicídio qualificado. Acusação pede que seja considerado inimputável e internado numa instituição.
Um homem de 51 anos foi acusado pelo Ministério Público (MP) de homicídio qualificado pela morte de uma vizinha de 71 anos, em Adaúfe, Braga, em dezembro de 2025. Segundo a acusação, o crime terá ocorrido na sequência de uma dívida de 35 euros relacionada com pequenos trabalhos domésticos e agrícolas.
A informação é avançada pelo Jornal de Notícias, que teve acesso à acusação, citada pela agência Lusa.
De acordo com o MP, o arguido terá ido à residência da mulher para exigir o pagamento da dívida. Num primeiro momento, entre 11 e 12 de dezembro, a vítima terá explicado que não podia pagar naquele momento por ainda não ter recebido a reforma.
No dia 15 de dezembro, segundo a acusação, o homem regressou à habitação da vizinha e, “enfurecido”, terá pontapeado o portão enquanto exigia o pagamento.
Vítima terá sido atingida com uma enxada
Ter-se-á seguido uma discussão entre os dois. De acordo com o Ministério Público, o arguido terá retirado das mãos da vítima uma enxada que esta segurava e utilizado a parte metálica da ferramenta para lhe desferir vários golpes na cabeça.
A mulher morreu na sequência das agressões.
Após o alegado crime, o homem terá abandonado o local. O corpo da vítima só viria a ser encontrado alguns dias mais tarde.
O Ministério Público considera que o arguido terá atuado na sequência do confronto provocado pela cobrança da dívida, que, segundo a acusação, seria paga no dia seguinte.
MP pede internamento
Além da acusação por homicídio qualificado, o Ministério Público pede que o arguido seja considerado inimputável, alegando que sofre de uma perturbação do desenvolvimento intelectual, associada a epilepsia.
Na acusação, citada pelo Jornal de Notícias, o MP considera existir um grau elevado de perigosidade e defende que existe risco de repetição de comportamentos semelhantes caso não seja sujeito a acompanhamento e tratamento psiquiátrico regular e permanente.
Por esse motivo, o Ministério Público pede ao tribunal a aplicação de uma medida de segurança de internamento.
O julgamento está marcado para 4 de novembro, no Tribunal Judicial de Braga.
Até ao momento, trata-se de uma acusação do Ministério Público e não de uma condenação. Caberá ao tribunal apreciar a prova produzida em julgamento e decidir sobre a responsabilidade criminal do arguido.



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