A Ordem dos Psicólogos alerta para os tempos de espera no Serviço Nacional de Saúde (SNS), que podem chegar aos seis meses para uma primeira consulta de psicologia.
A bastonária da Ordem dos Psicólogos, Sofia Ramalho, considera que os atrasos no acesso aos cuidados de saúde mental podem agravar os problemas dos utentes e comprometer os resultados dos tratamentos.
“Em seis meses, o problema da pessoa densifica-se e, em vez de ser uma situação que poderia ser facilmente resolvida, é uma situação que durante seis meses fica a evoluir para uma situação mais grave”, afirmou Sofia Ramalho, em declarações à Antena 1.
A responsável considera que o reforço de profissionais realizado nas escolas e nos centros de saúde não tem sido suficiente para responder à procura existente.
Segundo a Ordem dos Psicólogos, as dificuldades não se limitam ao acesso à primeira consulta. Os intervalos entre consultas podem também ser prolongados, o que acaba por dificultar a continuidade e a eficácia dos tratamentos.
Sofia Ramalho alerta ainda que os tempos de espera têm consequências não apenas para os utentes, mas também para os próprios serviços de saúde e para o financiamento do setor.
A responsável defende, por isso, a necessidade de reforçar a resposta na área da saúde mental, garantindo um acesso mais rápido e regular às consultas de psicologia no SNS.
A Ordem dos Psicólogos considera que uma intervenção atempada pode evitar o agravamento das situações e permitir respostas mais eficazes, reduzindo também a pressão sobre os serviços de saúde.



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