Chega exige respostas sobre caso Luís Neves e critica Montenegro por resposta sobre ausência em jogo
O deputado do Chega Pedro Frazão voltou a exigir esclarecimentos sobre o chamado “caso Luís Neves”, defendendo que as sucessivas informações relacionadas com o diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ) justificam respostas e responsabilidades políticas.
Numa publicação partilhada nas redes sociais, Pedro Frazão afirma que o caso “há praticamente um mês” não para de crescer, apontando para vários episódios que, segundo o deputado, estão a ser alvo de investigação e auditoria.
Entre as questões levantadas está a realização de obras privadas pelo mesmo empreiteiro que terá celebrado 17 contratos com a Polícia Judiciária, num valor global de cerca de 2,2 milhões de euros, segundo informação divulgada pela RTP.
O deputado refere também que um atrelado apreendido numa operação relacionada com tráfico de droga terá acabado nas instalações da mesma empresa.
A polémica envolve ainda a intervenção da Procuradoria Europeia, que estará a averiguar contratos celebrados pela PJ com a empresa Construbarcelos. Paralelamente, o Ministério da Justiça determinou uma auditoria à Polícia Judiciária, segundo a informação citada por Pedro Frazão.
Críticas a Montenegro
O deputado do Chega critica ainda uma declaração do primeiro-ministro, proferida perante a ausência de Luís Neves num jogo que antecedeu a Festa do Pontal.
Questionado sobre a ausência, Luís Montenegro respondeu: “Se calhar não foi convocado”, segundo o Now Canal.
Pedro Frazão considera que a resposta do primeiro-ministro é inadequada perante a dimensão das questões que têm sido levantadas.
“Um mês de polémicas, investigações, auditorias e perguntas por responder. E o Primeiro-Ministro acha que isto é para fazer piadas?”, questiona o deputado.
O parlamentar termina a publicação defendendo que “Portugal merece respostas” e “merece responsabilidades políticas”, pressionando o Governo a esclarecer as circunstâncias relacionadas com os contratos da PJ, as alegadas obras privadas e os restantes episódios associados ao caso.
As acusações e questões levantadas por Pedro Frazão e pelo Chega deverão continuar a alimentar o debate político em torno da gestão da Polícia Judiciária e da atuação do Governo perante as investigações em curso.



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