O ministro da Administração Interna, Luís Neves, manifestou esta quarta-feira preocupação com o aumento do número de vítimas mortais em atropelamentos registados nas estradas portuguesas durante o primeiro semestre deste ano.
Entre 1 de janeiro e 30 de junho de 2026, morreram 31 pessoas na sequência de atropelamentos, mais 17 do que no mesmo período de 2025. O aumento corresponde a uma subida de 121,4%, uma vez que no primeiro semestre do ano passado tinham sido registadas 14 mortes.
“Temos muitos atropelamentos. Há muita gente distraída, há muita incivilidade, quer por parte do condutor quer por parte de quem utiliza as estradas e, por isso, temos de facto números que são particularmente graves”, afirmou Luís Neves.
As declarações foram proferidas em Lisboa, durante uma conferência de imprensa realizada no Ministério da Administração Interna, após uma reunião com responsáveis da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), da GNR e da PSP.
O aumento das mortes por atropelamento surge num contexto de preocupação das autoridades com os comportamentos adotados nas estradas, tanto por condutores como por peões. A distração e a falta de respeito pelas regras de circulação são apontadas pelo ministro como alguns dos fatores que contribuem para a sinistralidade.
Os dados relativos ao primeiro semestre de 2026 representam, assim, uma evolução negativa face ao mesmo período do ano anterior, com mais do dobro das vítimas mortais por atropelamento.
O Governo pretende reforçar a análise da sinistralidade rodoviária e das medidas de prevenção, numa altura em que as autoridades procuram reduzir o número de mortes e feridos nas estradas portuguesas.



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