A concelhia do CHEGA de Ponte de Lima acusa a autarquia de ter retirado estruturas destinadas à colocação de propaganda política do partido, depois de as lonas que estavam anteriormente instaladas terem sido removidas pelo próprio CHEGA.
A acusação foi publicada pelo partido nas redes sociais, na sequência da retirada das estruturas. Segundo o CHEGA, a Câmara Municipal de Ponte de Lima justificou a operação com a necessidade de garantir o cumprimento das regras e dos prazos estabelecidos para a remoção de propaganda eleitoral.
No entanto, o partido contesta essa justificação e garante que, no momento em que as estruturas foram retiradas pela autarquia, já não tinham qualquer lona de propaganda eleitoral. De acordo com a concelhia, as lonas haviam sido removidas pelo próprio partido, na sequência do aviso relativo à propaganda eleitoral após as eleições presidenciais.
O CHEGA afirma ainda que entretanto realizou um novo investimento em lonas, produzidas especificamente para serem instaladas nas estruturas que se encontravam anteriormente nos mesmos locais.
Segundo a publicação, uma empresa contratada pelo partido deslocou-se posteriormente a Ponte de Lima para proceder à colocação dos novos cartazes, mas acabou por não encontrar as estruturas nos locais onde deveriam estar instaladas.
A concelhia considera que a situação prejudica a presença da mensagem política do partido no espaço público, sobretudo numa altura que classifica como marcada por instabilidade política e fragmentação parlamentar.
Na publicação, o CHEGA critica diretamente a atuação da autarquia limiana, estabelecendo uma ligação política com o CDS, força que integra o executivo municipal, e acusa o município de viver uma realidade diferente da restante parte do país.
O partido diz aguardar a devolução das estruturas à empresa contratada, não esclarecendo, contudo, se pretende avançar com alguma medida formal junto da autarquia ou de outras entidades.
No final da publicação, o CHEGA garante que continuará presente em Ponte de Lima e nos restantes concelhos do país, deixando uma mensagem de forte crítica à atuação da Câmara Municipal: “Não faltaria mais nada o CDS querer ‘limpar’ o CHEGA em Ponte de Lima.”
As acusações foram divulgadas pelo próprio partido e, até ao momento, não foi apresentada nesta publicação uma posição adicional da Câmara Municipal de Ponte de Lima sobre a retirada das estruturas.



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