Deputado do CHEGA diz que é uma vergonha falar em “encenação”
Deputado do Chega acusa comentadores e meios de comunicação de “dois pesos e duas medidas” após vandalização do gabinete de André Ventura
Um deputado do Chega recorreu às redes sociais para criticar a forma como tem sido abordado o alegado caso de vandalização do gabinete do presidente do partido, André Ventura, na Assembleia da República.
Na publicação, o parlamentar estabelece comparações com outros casos de furtos e assaltos ocorridos nos últimos anos, nomeadamente o furto de um servidor do escritório de uma advogada ligada à Comunidade Judaica do Porto, o desaparecimento de computadores da residência da então presidente da SIRESP e o assalto à Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
Segundo o deputado, nesses episódios “ninguém apareceu a insinuar que tudo não passava de uma encenação” ou que os responsáveis estariam ligados às próprias vítimas. Em contraste, afirma que, após a invasão e vandalização do gabinete de André Ventura, “surgiram logo comentadores e meios de comunicação social a insinuar uma encenação ou a apontar o dedo ao próprio Grupo Parlamentar”.
O parlamentar considera que esta reação representa “a degradação do debate público”, defendendo que a prioridade deveria ser identificar quem entrou no gabinete da Assembleia da República e apurar se existiu furto de documentação.
Na mesma publicação, sustenta ainda que, caso um incidente semelhante tivesse ocorrido no gabinete do Primeiro-Ministro ou de outro líder partidário, a reação pública e mediática seria diferente. “Como aconteceu no gabinete do líder da oposição, há quem prefira o escárnio à preocupação”, escreveu, concluindo que existem “dois pesos, duas medidas”.
O caso continua a ser investigado pelas autoridades, que procuram esclarecer as circunstâncias da invasão ao gabinete do Chega e apurar eventuais responsabilidades. Até ao momento, não foram divulgadas conclusões oficiais sobre a autoria ou motivação do incidente.