João Tilly aponta falhas na creche de Almada e exige responsabilização após morte de criança de 18 meses
O deputado João Tilly reagiu à morte da menina de 18 meses que morreu após permanecer cerca de sete horas esquecida no interior de uma viatura de uma creche, em Almada, defendendo que a responsabilidade pela tragédia não pode recair apenas sobre a funcionária que conduzia o veículo.
Numa publicação nas redes sociais, Tilly considera que existiram várias falhas ao longo do dia que deveriam ter permitido detetar a ausência da criança muito antes de esta ser encontrada já sem vida.
“O que era absolutamente falso. Não pode ter sido um simples lapso”, escreveu o deputado, referindo-se à alegada confirmação enviada à mãe da criança de que a filha tinha dado entrada na instituição. Na mesma publicação, questiona ainda como foi possível que ninguém tivesse reparado que a menina não estava na sala, apontando para a ausência da criança no cabide, na mesa das refeições e durante a sesta.
João Tilly defende que “todos os envolvidos no processo” devem prestar esclarecimentos às autoridades, considerando que “têm a obrigação de perceber que a menina não estava na instituição”.
Entretanto, a investigação ao caso continua a decorrer sob a coordenação da Polícia Judiciária.
A menina, de 18 meses, morreu na passada quinta-feira depois de ter sido esquecida no interior de uma viatura ao serviço do Colégio Mestre Cuco, em Almada. A criança foi recolhida em casa durante a manhã, mas permaneceu no veículo até cerca das 16h00, altura em que foi encontrada já em paragem cardiorrespiratória. Apesar das manobras de reanimação efetuadas pelos meios de socorro, o óbito foi declarado no local.
A direção da instituição afirmou, em comunicado, que está a colaborar “com a máxima seriedade e sentido de responsabilidade” com as autoridades no apuramento dos factos e que a diretora regressou de imediato de férias para acompanhar a situação.
Também a Câmara Municipal de Almada anunciou estar a desenvolver diligências para apurar o sucedido, enquanto o Instituto da Segurança Social esclareceu que a creche possuía licença de funcionamento e que, na última ação de acompanhamento técnico realizada em 2025, cumpria os critérios legais exigidos, remetendo a investigação das circunstâncias da tragédia para as autoridades judiciais.
Até ao momento, a Polícia Judiciária não divulgou conclusões sobre eventuais responsabilidades criminais, mantendo em investigação todos os factos relacionados com a morte da criança.



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