Armadilhas caseiras no Minho apanham centenas de vespas asiáticas
Antes do período de maior atividade da vespa-asiática, as armadilhas instaladas em vários concelhos do Minho já capturaram centenas de exemplares fundadores, numa operação considerada essencial para travar a proliferação desta espécie invasora e reduzir o número de ninhos que poderão surgir nos próximos meses.
A estratégia passa pela colocação de armadilhas em zonas de maior risco, como junto de apiários, áreas verdes e locais onde, em anos anteriores, foram identificados ninhos. A captura das vespas fundadoras é considerada a fase mais importante do combate, uma vez que cada rainha capturada representa, potencialmente, menos um ninho a desenvolver-se durante a primavera e o verão.
No Minho, vários municípios têm reforçado as campanhas de prevenção, envolvendo serviços municipais de proteção civil, juntas de freguesia, apicultores e voluntários. Em Esposende, por exemplo, foram instaladas cerca de uma centena de armadilhas distribuídas pelo concelho, enquanto outras autarquias da região mantêm redes de monitorização semelhantes.
A vespa-asiática (Vespa velutina) representa uma séria ameaça para a apicultura e para a biodiversidade, devido à intensa predação sobre as abelhas, fundamentais para a polinização. Introduzida em Portugal há cerca de 15 anos, a espécie espalhou-se rapidamente pelo território nacional, sendo o Minho uma das regiões mais afetadas.
As autoridades apelam ainda à população para que não tente remover ninhos por iniciativa própria. Sempre que seja identificado um possível ninho de vespa-asiática, a recomendação é comunicar a situação aos serviços municipais de Proteção Civil ou através das plataformas oficiais de reporte, permitindo uma intervenção segura e eficaz.