PJ anuncia abertura de inquérito a envolver empreiteiro de Ministro
PJ abre inquérito após atrelado apreendido por tráfico de droga ser encontrado junto a camião de empreiteiro de Luís Neves
A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias em que um atrelado apreendido num processo de tráfico de droga acabou por ser encontrado junto a um camião da Construbarcelos, empresa do empreiteiro que realizou obras numa propriedade do ministro da Administração Interna, Luís Neves.
A informação foi avançada pela SIC Notícias, que refere que o atrelado tinha sido apreendido há dois anos, na sequência da operação que levou ao desmantelamento do maior laboratório de droga alguma vez descoberto em Portugal.
De acordo com a PJ, a “galera” encontrava-se inicialmente num parque da Polícia Judiciária, no Seixal, onde são guardados veículos e outros bens apreendidos no âmbito de investigações criminais. Um ano depois, o equipamento desapareceu do local e foi agora encontrado em Barcelos, junto às instalações da Construbarcelos.
Em comunicado, a Direção Nacional da PJ confirmou ter tomado conhecimento de que uma galera apreendida num inquérito relacionado com tráfico de estupefacientes “havia sido movimentada e parqueada em Barcelos”.
A Polícia Judiciária instaurou agora um inquérito “para apurar as circunstâncias da alegada movimentação, que poderia confirmar a prática de ilícitos criminais”. O caso foi também comunicado ao Ministério Público.
Para já, permanece por esclarecer como é que o atrelado saiu das instalações da PJ e quem autorizou a sua retirada.
A notícia tinha sido inicialmente avançada pelo Nascer do Sol e pela TVI e foi entretanto confirmada pela SIC Notícias.
Contactado pela SIC, o Ministério da Administração Interna afirmou não ter comentários a fazer.
O caso surge numa altura em que Luís Neves está envolvido numa polémica relacionada com o empreiteiro que realizou obras numa propriedade sua. Nos últimos dias, o ministro admitiu estar arrependido de ter recorrido à empresa, contratada 17 vezes pela Polícia Judiciária. Apesar da controvérsia, o primeiro-ministro mantém a confiança política no ministro da Administração Interna.