Executivo PSD deixa cidadãos sem resposta na Assembleia Municipal

Mais de duas mil pessoas entregaram esta semana um abaixo-assinado a solicitar uma intervenção urgente na Central de Camionagem de Vila Verde, denunciando o avançado estado de degradação da infraestrutura e a ausência de respostas por parte do executivo municipal.

O documento, subscrito por 2040 cidadãos, foi dirigido à Câmara Municipal de Vila Verde e surge cerca de um ano após o incêndio ocorrido em março de 2025, que agravou significativamente as condições do espaço. Segundo os signatários, os problemas estruturais já eram evidentes há vários anos, resultado da falta de manutenção e investimento, tendo o fogo exposto riscos que consideram agora inadmissíveis.

No abaixo-assinado, os cidadãos alertam para a inexistência de condições mínimas de segurança, conforto e dignidade, tanto para passageiros como para trabalhadores e comerciantes, sublinhando que a situação coloca em causa a utilização diária de uma infraestrutura essencial à mobilidade no concelho.

Um dos aspetos mais criticados é a falta de resposta por parte da autarquia. Decorrido quase um ano desde o incêndio, os subscritores afirmam não existir qualquer informação pública sobre um plano concreto de requalificação da central, classificando este silêncio como “inaceitável”.

Perante este cenário, são apresentadas três exigências principais: a definição e execução urgente de um plano transparente de requalificação integral, a criação de uma solução provisória que assegure condições mínimas de funcionamento e a abertura da central aos fins de semana e feriados, permitindo o acesso a instalações sanitárias por parte de utentes e motoristas.

A iniciativa foi também levada à Assembleia Municipal, onde o motorista Felipe Azevedo apresentou formalmente o abaixo-assinado, reunido em menos de três meses. No entanto, tanto os grupos municipais como o Executivo não deram qualquer resposta oficial às questões levantadas durante a intervenção.

Entretanto, a CDU manifestou solidariedade com trabalhadores, motoristas, lojistas e utentes, defendendo a necessidade de garantir uma central de camionagem com condições de segurança, limpeza e conforto.

Até ao momento, continua sem posição pública por parte da autarquia relativamente às reivindicações apresentadas pelos cidadãos.

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