Mais de 2000 pessoas exigem obras na Central de Camionagem de Vila Verde
Mais de dois mil cidadãos entregaram esta semana um abaixo-assinado a exigir uma intervenção urgente na Central de Camionagem de Vila Verde, infraestrutura que dizem estar “em estado avançado de degradação e abandono” e sem respostas claras por parte do município.
O documento, subscrito por 2040 pessoas, foi formalmente dirigido à Câmara Municipal de Vila Verde e surge quase um ano depois do incêndio que, em março de 2025, agravou ainda mais as condições do espaço. Segundo os signatários, a central já apresentava problemas graves há vários anos, fruto da falta de manutenção e investimento, mas o fogo veio tornar evidentes riscos que consideram hoje inaceitáveis.
No texto, os cidadãos alertam para a ausência de condições mínimas de segurança, conforto e dignidade, tanto para utentes como para trabalhadores e comerciantes. Uma realidade que, dizem, coloca em perigo quem utiliza diariamente aquele equipamento essencial à mobilidade no concelho.
Um dos pontos mais críticos destacados no abaixo-assinado prende-se com o silêncio da autarquia. Quase um ano após o incêndio, afirmam, continua a não existir qualquer informação pública sobre um plano concreto para a recuperação integral da central. Uma falta de resposta que os subscritores classificam como “inaceitável”, sublinhando a importância estratégica da infraestrutura para centenas de pessoas que ali passam todos os dias.
Perante este cenário, os cidadãos avançam com três exigências principais. A primeira passa pela apresentação e execução urgente de um plano claro e transparente para a requalificação total da Central de Camionagem, garantindo condições de segurança, acessibilidade e dignidade. A segunda aponta para a criação de uma solução provisória imediata que assegure condições mínimas enquanto a intervenção não avança. A terceira diz respeito à abertura da central aos fins de semana e feriados, permitindo o acesso às casas de banho por parte de motoristas e passageiros.
O abaixo-assinado termina com um apelo direto à responsabilidade do poder local, lembrando que está em causa um equipamento público essencial em Vila Verde e o direito básico à mobilidade da população. Até ao momento, não é conhecida qualquer reação oficial da autarquia ao conteúdo do documento.