“Crescimento desordenado” de esplanadas em Vila Verde gera polémica

O Partido Socialista de Vila Verde e Barbudo manifestou preocupação com o que considera ser um crescimento desorganizado das esplanadas na freguesia, apontando falta de regras claras e coerência na atuação das autoridades locais.

Em comunicado, os socialistas referem que têm surgido esplanadas de grandes dimensões, muitas delas assentes em estruturas metálicas, sem que exista um regulamento “claro, uniforme e transparente” que defina critérios de localização, dimensão e integração no espaço público.

Segundo a estrutura local do PS, a situação atual reflete “falta de planeamento” e ausência de critérios uniformes no licenciamento, apontando ainda para tratamento desigual entre comerciantes. O partido destaca casos recentes em que alguns estabelecimentos foram obrigados a retirar esplanadas, enquanto outros enfrentam processos judiciais relacionados com estruturas semelhantes.

Estrutura em zona ajardinada gera polémica

Entre os exemplos apontados está a instalação de uma estrutura metálica de grandes dimensões na Rua da Misericórdia, num espaço anteriormente ajardinado, situação que, segundo o PS, tem gerado apreensão junto da população.

A questão foi também abordada na última reunião da Junta de Freguesia de Vila Verde e Barbudo, onde o presidente admitiu ter autorizado a instalação, justificando que o espaço verde em causa estava degradado e que existiriam outras zonas verdes nas proximidades.

Os socialistas rejeitam este argumento, defendendo que a degradação de um jardim não justifica a sua eliminação, mas sim a sua recuperação e valorização.

Defesa de regras claras e equilíbrio urbano

Apesar das críticas, o PS sublinha que não se opõe à existência de esplanadas, reconhecendo o seu contributo para a dinamização económica e social. No entanto, considera que estas devem ser devidamente enquadradas, privilegiando locais como lugares de estacionamento ou passeios largos, e evitando a ocupação de espaços verdes.

A estrutura política defende a criação urgente de um regulamento que estabeleça critérios claros quanto aos materiais, cores, dimensões e localização das esplanadas, de forma a garantir uma imagem urbana harmoniosa.

“O desenvolvimento da freguesia deve assentar no planeamento e no interesse coletivo, e não em decisões avulsas que contribuem para a desordem e descaracterização do espaço público”, conclui o comunicado.

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