Direito de Resposta: Gabinete de Candidatura de Paulo Ralha
O Semanário VOX tem manifestado, de forma consistente, profundas reservas relativamente ao atual enquadramento legal e regulatório da comunicação social em Portugal, entendendo que a Lei de Imprensa, bem como a atuação de determinadas entidades com competências sobre o setor, nem sempre contribuem para a efetiva proteção da liberdade de imprensa, do pluralismo e do livre exercício da atividade jornalística.
Na perspetiva editorial do VOX, o atual modelo regulatório tende, com excessiva frequência, a privilegiar a tutela dos poderes instituídos e a criar condicionamentos ao trabalho de órgãos de comunicação independentes e de jornalistas que desafiam narrativas dominantes.
Sem prejuízo desta posição de princípio, e por respeito pelo contraditório, pela transparência perante os leitores e pelo direito de qualquer visado expor a sua versão dos factos, o VOX publica integralmente o texto remetido pelo Gabinete de Candidatura de Paulo Ralha.
A reprodução do texto que se segue não implica concordância editorial com o seu conteúdo, sendo o mesmo da exclusiva responsabilidade dos seus autores.
Na sequência da notícia publicada sob o título “Paulo Ralha entra a atacar, mas sem mostrar plano: candidatura divide CHEGA Braga”, vem o Gabinete de Candidatura de Paulo Ralha exercer o seu direito de resposta, com vista à clarificação de diversas afirmações que não refletem com rigor a posição, o conteúdo e o espírito desta candidatura.
Importa, em primeiro lugar, esclarecer que a candidatura de Paulo Ralha não assenta num discurso de conflito, mas sim numa proposta clara de renovação, transparência e reforço da coesão interna do partido no distrito de Braga.
Contrariamente ao que é sugerido, o comunicado de apresentação não se limita a críticas, apresentando antes um conjunto de prioridades objetivas, nomeadamente:
• o reforço da transparência na estrutura distrital,
• a valorização do trabalho dos eleitos e dirigentes locais,
• a promoção da participação ativa dos militantes,
• e o fortalecimento da implantação do partido em todos os concelhos do distrito.
Afirmar que a candidatura “não apresenta plano” ignora deliberadamente estas linhas de ação, bem como o compromisso assumido com uma liderança mais próxima, participativa e orientada para resultados.
Relativamente ao enquadramento político apresentado, importa ainda sublinhar que reconhecer os desafios internos vividos nos últimos anos não constitui um ataque pessoal, mas sim um exercício legítimo de responsabilidade e compromisso com o futuro do partido.
A candidatura de Paulo Ralha assume com clareza que:
o crescimento eleitoral do CHEGA em Braga deve ser reconhecido, mas considera igualmente essencial consolidar esse crescimento com uma estrutura interna mais coesa, credível e mobilizadora.
Neste sentido, não está em causa a valorização do trabalho realizado, mas sim a necessidade de abrir um novo ciclo que responda de forma mais eficaz aos desafios atuais e futuros.
Por fim, rejeitamos a ideia de que esta candidatura divide o partido.
Pelo contrário, o seu objetivo central é precisamente:
unir, mobilizar e reforçar o CHEGA em Braga, devolvendo protagonismo aos militantes e fortalecendo a ligação aos cidadãos.
Acreditamos que o debate interno deve ser feito com elevação, verdade e foco no futuro, princípios que esta candidatura continuará a defender.
Com os melhores cumprimentos,
Gabinete de Candidatura Paulo Ralha
A liberdade de informar exige contraditório; a liberdade de pensar dispensa concordância. VOX.