Filipe Melo agita Vila Verde e Elisabete responde: “Não abandonei o partido”
Declaração da coordenadora concelhia surge na sequência da entrevista exclusiva concedida ao VOX
A resposta pública de Elisabete Rodrigues, coordenadora do CHEGA em Vila Verde, surgiu poucas horas após a entrevista exclusiva de Filipe Melo ao VOX, na qual o candidato à Câmara Municipal abordou as recentes divergências internas e deixou um apelo à unidade em torno do projeto político liderado por André Ventura.
Na entrevista, Filipe Melo mostrou-se confiante numa vitória histórica do CHEGA em Vila Verde e lamentou aquilo que considera terem sido opções que fragilizaram o partido no concelho numa fase crucial da preparação autárquica.
Foi neste contexto que Elisabete Rodrigues decidiu tornar pública a sua posição, rejeitando acusações de deslealdade e justificando as decisões que tomou ao longo dos últimos meses.
Filipe Melo apontou necessidade de compromisso com o projeto político

Ao longo da entrevista, Filipe Melo defendeu que o crescimento do CHEGA exige disciplina, compromisso e uma visão comum para alcançar os objetivos eleitorais definidos pelo partido.
O deputado destacou o trabalho desenvolvido pela estrutura local e regional, sublinhando que os interesses do partido e dos eleitores devem estar acima de divergências pessoais.
A mensagem foi interpretada por muitos militantes como um sinal claro de que o CHEGA pretende encerrar um ciclo de conflitos internos e concentrar esforços na conquista da Câmara Municipal.
Elisabete Rodrigues rejeita críticas e fala em liberdade de escolha
Na sua reação, Elisabete Rodrigues afirmou que sempre tomou decisões de forma livre e de acordo com a sua consciência.
“Em democracia, cada um tem o direito de escolher o caminho que considera melhor, sem ser insultado, ameaçado ou rotulado por isso”, escreveu.
A coordenadora concelhia procurou igualmente afastar a ideia de que tenha abandonado o projeto político que ajudou a construir.
“Não abandonei o partido. Não abandonei os meus princípios. Não abandonei Vila Verde”, declarou.
Divergências internas voltam a tornar-se visíveis
Apesar do tom conciliador utilizado por ambas as partes, a troca de posições evidencia que continuam a existir leituras diferentes sobre os acontecimentos que marcaram os últimos meses dentro do CHEGA em Vila Verde.
Enquanto Filipe Melo tem insistido na necessidade de reforçar a coesão interna para garantir uma candidatura forte e competitiva, Elisabete Rodrigues considera que determinadas atitudes e comportamentos contribuíram para o seu afastamento progressivo.
Sem identificar responsáveis, a dirigente afirmou que deixou de se rever em algumas formas de estar na política, embora tenha garantido nunca ter atacado publicamente qualquer elemento do partido.
Candidato do CHEGA mantém foco nas autárquicas
Apesar da polémica, fontes próximas da candidatura de Filipe Melo asseguram que a prioridade continua a ser a preparação das eleições autárquicas e a apresentação de soluções para os problemas do concelho.
Na entrevista ao VOX, o candidato transmitiu uma mensagem de confiança e ambição, afirmando que o CHEGA está preparado para disputar a liderança do município e para apresentar uma alternativa ao atual executivo.
A resposta de Elisabete Rodrigues acaba assim por surgir num momento em que a direção da candidatura procura recentrar o debate nas propostas políticas e na estratégia eleitoral para Vila Verde.
Unidade continua a ser o principal desafio
Com a campanha autárquica a aproximar-se, a capacidade do CHEGA ultrapassar as divergências internas poderá revelar-se determinante para o resultado eleitoral.
Enquanto Filipe Melo aposta numa mensagem de união em torno do projeto político do partido e da liderança de André Ventura, a resposta de Elisabete Rodrigues demonstra que continuam a existir feridas por sarar dentro da estrutura local.
Ainda assim, ambos os protagonistas garantem manter o compromisso com Vila Verde, deixando para os eleitores a avaliação final sobre os acontecimentos que marcaram esta fase da vida interna do partido.