CHEGA cresce de forma acelerada e consolida com Ventura na frente

O Chega, liderado por André Ventura, registou um crescimento expressivo desde a sua fundação em 2019, passando de uma força marginal para uma das principais forças políticas em Portugal em apenas seis anos.

Nas eleições legislativas de 2019, ano da sua estreia, o partido obteve cerca de 1,3% dos votos, elegendo apenas um deputado. Dois anos depois, em 2022, já tinha subido para aproximadamente 6%, garantindo 11 deputados e afirmando-se como terceira força política nacional.

O crescimento acelerou em 2024, quando o Chega alcançou cerca de 18% dos votos e passou a contar com 38 deputados, reforçando a sua presença no Parlamento e consolidando a sua posição como alternativa ao sistema bipartidário tradicional.

Nas legislativas mais recentes, realizadas em 2025, o partido atingiu o seu melhor resultado de sempre em termos absolutos, com mais de 1,4 milhões de votos, correspondentes a cerca de 22% do eleitorado, embora com uma ligeira descida no número de deputados face ao ciclo anterior, ficando ainda assim entre as maiores bancadas parlamentares.

De partido emergente a força nacional

Em seis anos, o Chega passou de uma representação simbólica no Parlamento para um partido com forte expressão eleitoral, capitalizando sobretudo o voto de protesto e a insatisfação com os partidos tradicionais. A sua ascensão é frequentemente apontada como um dos fenómenos mais marcantes da política portuguesa recente.

Analistas destacam que este crescimento foi sustentado por uma estratégia de forte presença mediática, discurso centrado em temas como imigração, justiça e combate à corrupção, e pela capacidade de mobilização do eleitorado mais jovem em alguns segmentos.

Impacto no sistema político

A evolução do Chega contribuiu para a fragmentação do sistema partidário português, reduzindo a tradicional bipolarização entre PS e PSD e aumentando a competitividade eleitoral à direita do espectro político.

Apesar do crescimento, o partido continua a gerar forte polarização política e social, sendo simultaneamente visto por apoiantes como uma alternativa ao sistema estabelecido e por críticos como uma força disruptiva no debate democrático.

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