Um morador da Praça do Condestável, em Braga, denuncia aquilo que classifica como “o mais recente desplante” vivido na zona desde há cerca de uma semana. Em causa está o novo parque de estacionamento construído num terreno anexo ao centro de emprego, anunciado como infraestrutura de apoio aos novos autocarros elétricos dos Transportes Urbanos de Braga.
Segundo o relato enviado à nossa redação, a realidade mudou abruptamente a partir de segunda-feira. “Os autocarros elétricos desapareceram e deram lugar às verdadeiras peças de museu da TUB, mais conhecidos por bombos a gasóleo”, escreve o morador, visivelmente irritado.
O problema maior surge ao início do dia. “Cerca de 20 autocarros começam a trabalhar a partir das cinco da manhã, com um ruído ensurdecedor que não deixa ninguém dormir”, refere. A queixa ganha peso com um detalhe técnico: o apartamento tem caixilharia dupla e vidro duplo, ainda assim insuficientes para travar o barulho constante dos motores.
Há mais. O mesmo residente garante que alguns autocarros permanecem parados, de motor ligado, durante mais de uma hora e meia. “Para quê?”, questiona. “O gasóleo só está caro para alguns?”
A indignação estende-se ao discurso ambiental adotado pelas entidades responsáveis. “É assim que a TUB e a Câmara Municipal de Braga promovem a descarbonização do concelho?”, pergunta, sem esconder a ironia. Aquilo que descreve como uma zona sossegada e silenciosa transformou-se, diz, “num calvário madrugador, com requintes de despertador do inferno”.
Até ao momento, não é conhecida qualquer resposta oficial das entidades visadas às queixas dos moradores. Entretanto, na Praça do Condestável, o dia continua a começar antes do sol, ao som do gasóleo.



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