36 anos depois, funcionária exige 161 mil euros a fábrica de Guimarães
Mulher acusa empresa de nunca ter pago corretamente vários direitos laborais ao longo de mais de três décadas. Caso já chegou a tribunal e pode tornar-se um dos maiores litígios laborais recentes no setor têxtil minhoto.
Uma antiga funcionária de uma empresa têxtil de Guimarães está a exigir 161 mil euros de indemnização, alegando ter acumulado durante 36 anos diferenças salariais, prestações e outros direitos laborais que nunca lhe terão sido pagos corretamente.
Segundo o processo, a trabalhadora considera que a empresa falhou repetidamente no pagamento integral de remunerações e compensações ao longo da sua carreira profissional, reclamando agora judicialmente os valores que entende estarem em dívida.
O caso já deu entrada em tribunal e poderá transformar-se num dos processos laborais mais relevantes dos últimos tempos no setor têxtil do Minho, uma das regiões historicamente mais ligadas à indústria portuguesa.
A ação surge numa altura em que continuam a multiplicar-se litígios relacionados com carreiras longas, remunerações, progressões e direitos acumulados em empresas industriais.
A empresa visada contesta as alegações da antiga funcionária, cabendo agora ao tribunal analisar os valores reclamados e determinar se existiram incumprimentos laborais ao longo das últimas décadas.