Empresária de Famalicão pede indemnização após passar 28 horas presa por engano

Mulher foi detida pela PJ no aeroporto de Lisboa devido a um mandado associado a outra pessoa com nome semelhante. Agora exige compensação ao Estado pelos danos sofridos.

Uma empresária de Vila Nova de Famalicão está a exigir uma indemnização ao Estado português depois de ter passado cerca de 28 horas presa por engano, na sequência de uma detenção realizada pela Polícia Judiciária no aeroporto de Lisboa.

O caso remonta a novembro de 2023, quando a mulher regressava de uma viagem de trabalho. Ao aterrar em Portugal, foi intercetada pelas autoridades devido a um mandado de detenção relacionado com outro processo e outra pessoa, alegadamente com nome semelhante.

Segundo a empresária, o erro só foi esclarecido depois de quase um dia inteiro privada da liberdade, período durante o qual esteve detida, foi sujeita a procedimentos policiais e viu a sua vida pessoal e profissional profundamente afetada.

A mulher avançou agora com um pedido de indemnização contra o Estado, alegando danos psicológicos, humilhação pública e prejuízos profissionais causados pela detenção indevida.

O caso está a gerar forte discussão sobre falhas na identificação de suspeitos e mecanismos de verificação por parte das autoridades judiciais e policiais.

A empresária defende que nunca deveria ter sido detida sem confirmação rigorosa da identidade e considera que houve negligência grave no processo que levou à sua prisão.

O processo deverá agora seguir para tribunal, onde será analisada a responsabilidade do Estado pelo erro e o eventual direito a compensação.

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