PCP promove buzinão na Vila de Prado contra aumento do custo de vida
Centenas de vilaverdenses aderiram ao protesto promovido pelo PCP na Vila de Prado, numa iniciativa integrada na campanha nacional “Romper com Injustiças, Novo Rumo, Uma Vida Melhor”. O partido reivindica o controlo dos preços dos bens e serviços essenciais e aumentos gerais dos salários e das pensões.
O PCP promoveu esta quarta-feira, na Vila de Prado, concelho de Vila Verde, um buzinão de protesto contra o aumento do custo de vida. Segundo o partido, a iniciativa contou com uma “adesão massiva” da população, que se associou ao protesto através da participação e do toque de buzina.
Entre as principais reivindicações apresentadas pelo PCP esteve o controlo dos preços dos bens e serviços essenciais. O partido defende, nomeadamente, a fixação do preço da botija de gás nos 20 euros, bem como medidas de controlo dos preços dos combustíveis, da eletricidade e dos alimentos.
O PCP voltou também a defender aumentos gerais dos salários e das pensões, considerando que estas medidas são necessárias para acompanhar a subida do custo de vida.
A iniciativa realizada em Vila Verde integra a campanha nacional “Romper com Injustiças, Novo Rumo, Uma Vida Melhor” e surge na sequência de um conjunto de ações promovidas pelo partido no distrito de Braga, incluindo contactos com populações e trabalhadores e outros buzinões realizados em Braga e Esposende. Para esta quinta-feira está prevista uma nova iniciativa do género em Vila Nova de Famalicão.
Durante o protesto, o PCP apontou igualmente críticas à atual distribuição dos rendimentos na economia portuguesa. O partido destacou os lucros alcançados por grandes grupos económicos, referindo a Jerónimo Martins e a Sonae, que, segundo os dados apresentados pelo PCP, ultrapassaram conjuntamente os mil milhões de euros em lucros. O partido referiu ainda os resultados da Galp no primeiro semestre do ano e os lucros do setor bancário.
Na intervenção política associada à iniciativa, o PCP criticou o Governo PSD-CDS e considerou que Chega e Iniciativa Liberal não adotam medidas que, na perspetiva do partido, contrariem os interesses dos grandes grupos económicos.
Para o PCP, a atual situação económica justifica uma resposta política centrada no aumento do poder de compra e no controlo dos preços. O partido considera urgente “romper com estas injustiças” e defende uma mudança de orientação política no país.
No final da iniciativa, o PCP apelou à participação da população na Manifestação Nacional convocada pela CGTP para o próximo dia 17 de outubro, no Porto, como forma de expressar o descontentamento face à evolução do custo de vida e às condições salariais e sociais.



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