Subidas nas prestações do crédito à habitação juntam-se ao aumento de 2,7% da eletricidade e de 6,4% do gás natural no mercado regulado.
O mês de outubro começa com mais pressão sobre o orçamento das famílias portuguesas. A prestação da casa sobe para muitos contratos de crédito à habitação com taxa variável, enquanto a eletricidade e o gás natural ficam também mais caros no mercado regulado.
São aumentos que, isoladamente, podem parecer reduzidos, mas que, somados, representam uma nova despesa mensal para milhares de famílias.
Prestação da casa sobe
Para quem tem crédito à habitação indexado à Euribor, outubro traz uma nova atualização da prestação.
Num empréstimo de 150 mil euros a 30 anos, com um spread de 1%, a subida pode chegar a mais de 90 euros por mês nos contratos associados à Euribor a 12 meses.
Nos contratos indexados à Euribor a seis meses, o aumento ronda os 50 euros, enquanto nos contratos com revisão trimestral a subida é de cerca de 25 euros.
A evolução das taxas Euribor durante setembro explica parte deste agravamento.
Eletricidade aumenta 2,7%
Também a partir de hoje, os consumidores que permanecem no mercado regulado de eletricidade passam a pagar mais.
A tarifa aumenta, em média, 2,7%, de acordo com a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, a ERSE.
Para uma família, o impacto concreto dependerá do consumo mensal. Uma família de duas pessoas poderá ter um aumento de cerca de um euro por mês, enquanto num agregado de quatro pessoas o acréscimo poderá aproximar-se dos três euros mensais.
A subida, no entanto, não significa que todos os consumidores de eletricidade vão pagar mais. No mercado liberalizado, os preços dependem do contrato celebrado com cada comercializador.
Gás natural é o que mais sobe
É no gás natural que se verifica uma das maiores alterações.
As tarifas do mercado regulado aumentam 6,4% a partir de 1 de outubro, no início do novo ano gás.
A subida aplica-se aos consumidores abrangidos pelas tarifas reguladas, embora o impacto final dependa naturalmente do consumo de cada agregado.
Para as famílias que utilizam gás natural para cozinhar, aquecer água ou a casa, a alteração poderá fazer-se sentir com maior intensidade nos meses de maior consumo.
Mais despesas num momento de pressão sobre os orçamentos
Casa e energia são duas das principais despesas fixas das famílias. Por isso, a combinação das três alterações pode ter um impacto significativo no orçamento mensal, sobretudo nos agregados que já enfrentam maiores dificuldades para fazer face às despesas.
O efeito não será igual para todos. Quem tem crédito à habitação com taxa fixa não sofre a atualização da Euribor, enquanto os consumidores que estão no mercado liberalizado de eletricidade ou gás podem ter preços diferentes dos definidos no mercado regulado.
Há apoios que continuam
Apesar das subidas, mantêm-se algumas medidas de apoio às famílias mais vulneráveis.
Entre elas está a Botija de Gás Solidária, que prevê um apoio de 25 euros por botija para os beneficiários abrangidos pelo programa, até ao final de 2026.
O objetivo é reduzir o impacto dos custos energéticos nos agregados economicamente mais vulneráveis.
O que muda a partir de outubro
Para muitas famílias, a fotografia do início de outubro é, por isso, marcada por três alterações principais:
– Crédito à habitação: subida das prestações em muitos contratos de taxa variável;
– Eletricidade: aumento médio de 2,7% no mercado regulado;
– Gás natural: aumento médio de 6,4% no mercado regulado.
O impacto final na carteira dependerá do tipo de crédito, do consumo energético e dos contratos de cada família. Mas uma coisa é certa: para quem reúne estas três despesas, outubro começa com uma nova pressão sobre o orçamento mensal.Se quiseres, posso também fazer uma versão mesmo em formato de pivô de telejornal + off + declarações, como se fosse uma reportagem da TVI, SIC ou RTP, com cerca de 1 minuto e 30 segundos.



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