Um grupo de estudantes da Universidade do Minho lançou um abaixo-assinado contra o aumento dos preços do alojamento nas residências universitárias de Braga e Guimarães, considerando que os novos valores representam um forte agravamento dos encargos para quem depende deste apoio.
Segundo avança o Jornal de Notícias, os subscritores classificam a subida como um “aumento brutal” e defendem que, no caso dos estudantes bolseiros, os valores praticados violam o limite legalmente estabelecido. Há situações em que os bolseiros podem passar a pagar valores que chegam aos 200 euros.
O abaixo-assinado exige, por isso, a revogação da nova tabela de preços e pretende mobilizar a comunidade académica para pressionar a Universidade do Minho e os respetivos Serviços de Ação Social (SASUM) a reverem os montantes cobrados.
A contestação não se limita, contudo, ao preço dos quartos. Os estudantes reclamam também intervenções destinadas a melhorar as condições das residências universitárias, defendendo que os espaços necessitam de obras e de melhores condições para quem ali vive durante o ano letivo.
Atualmente, os SASUM dispõem de cinco residências universitárias, três em Braga e duas em Guimarães. Em Braga encontram-se as residências de Santa Tecla, Professor Lloyd Braga e Fábrica Confiança, enquanto em Guimarães funcionam as residências de Azurém e dos Combatentes.
A Universidade do Minho estabelece que estas residências se destinam preferencialmente a estudantes deslocados, existindo precedência para os alunos abrangidos por bolsas de estudo da ação social do ensino superior. As próprias normas de alojamento determinam que os estudantes bolseiros deslocados têm prioridade, começando pelos que apresentam menor rendimento per capita.
A contestação surge num contexto em que o alojamento continua a representar uma das principais despesas dos estudantes deslocados. Na informação disponibilizada pela própria Universidade do Minho sobre o custo de vida, atualizada em janeiro de 2026, eram indicados, para estudantes não bolseiros, valores de referência de 166 euros mensais por um quarto individual e 127 euros por um quarto duplo numa residência universitária.
O abaixo-assinado pretende agora travar a aplicação dos novos preços e colocar também em discussão as condições existentes nas residências de Braga e Guimarães.



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