Eclipse solar impressiona Portugal e deixa o país durante segundos sob uma luz invulgar
Portugal viveu esta quarta-feira, 12 de agosto, um dos fenómenos astronómicos mais aguardados dos últimos anos: um eclipse solar que foi visível em todo o território, embora com diferentes níveis de ocultação.
O fenómeno atingiu uma dimensão particularmente impressionante no nordeste transmontano. Numa pequena faixa do Parque Natural de Montesinho, no distrito de Bragança, o eclipse chegou a ser total, com a Lua a ocultar completamente o disco solar durante cerca de 20 a 26 segundos.
No restante território continental, o eclipse foi parcial, mas com uma percentagem de ocultação muito elevada. Segundo o Planetário do Porto, a cobertura do Sol variou entre cerca de 99,9% em Bragança e 92,8% em Faro. Nas regiões autónomas, a ocultação foi menor.
O momento de maior ocultação foi acompanhado por milhares de pessoas que, munidas de óculos próprios para observação solar, olharam para o céu para testemunhar um fenómeno que não acontecia em Portugal com esta dimensão há mais de um século.
A zona de totalidade, localizada no extremo nordeste do país, tornou-se um dos pontos de maior interesse para os amantes da astronomia. Em localidades próximas, a passagem da Lua diante do Sol provocou uma redução muito acentuada da luminosidade, criando durante alguns segundos um ambiente semelhante ao crepúsculo.
O eclipse foi também visível noutras partes da Europa, incluindo Espanha e Islândia, integrando um fenómeno astronómico cuja faixa de totalidade atravessou várias regiões do hemisfério norte.
Um fenómeno para recordar
O eclipse desta quarta-feira ficará marcado como um acontecimento raro para Portugal. A RTP destaca que uma nova oportunidade de observar um eclipse solar total a partir do território português só deverá surgir daqui a cerca de 118 anos.
As autoridades e especialistas voltaram ainda a alertar para os perigos de observar o Sol diretamente. A utilização de óculos de eclipse certificados é essencial, uma vez que olhar diretamente para o Sol pode provocar lesões graves e irreversíveis na retina.
O céu português proporcionou assim, esta quarta-feira, um espetáculo raro, deixando milhares de pessoas de olhos postos no Sol e transformando alguns segundos em momentos que dificilmente serão esquecidos.



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