Câmara paga 300 mil euros por paragem de autocarros em Braga
Movimento Amar e Servir critica paragem de autocarros de 300 mil euros em Braga
O Movimento Amar e Servir Braga voltou a criticar o investimento de cerca de 300 mil euros numa intervenção nas condições de espera dos passageiros junto ao Hospital de Braga. A posição foi assumida esta quinta-feira, após a reunião de Câmara, na qual o movimento se absteve na votação de um aditamento ao protocolo de cooperação relacionado com a intervenção.
Embora reconheça a necessidade de melhorar o espaço destinado aos passageiros dos transportes públicos, o movimento liderado por [nome, se aplicável] considera excessivo o valor previsto para a obra. “Não entendemos uma intervenção de cerca de 300 mil euros quando o Município adjudica abrigos para outras zonas do concelho por valores muito inferiores”, pode ler-se na declaração divulgada pelo Amar e Servir Braga.
O movimento lembra que já tinha manifestado esta posição na reunião em que foi votada a intervenção inicial. Na reunião desta quinta-feira, estava em causa apenas um aditamento ao protocolo de cooperação, mas as dúvidas anteriormente levantadas levaram novamente à abstenção.
O Amar e Servir Braga criticou ainda o que considera terem sido situações que “não dignificam o funcionamento democrático do Município”. Entre os episódios apontados está a intervenção de um elemento do gabinete do presidente da Câmara que, segundo o movimento, terá usado da palavra para atacar uma vereadora eleita, sem autorização para intervir e sem fazer parte daquele órgão.
“Foi um momento lamentável, desrespeitoso e incompatível com a dignidade que deve existir numa reunião de Câmara”, acusa o movimento.
A força política diz também ter questionado a abertura gratuita das piscinas municipais durante três dias de calor extremo e a sua eventual inclusão no Plano de Contingência. Segundo o Amar e Servir Braga, as respostas dadas não terão esclarecido as dúvidas colocadas, levando o movimento a abster-se.
Também houve abstenção no protocolo de cooperação com a Associação Empresarial de Braga (AEB), no valor de 180 mil euros. O movimento diz ter ficado sem resposta clara sobre as atividades abrangidas, os objetivos concretos, os indicadores de avaliação e a metodologia utilizada para definir o montante atribuído.
Na área do urbanismo e gestão do território, o Amar e Servir Braga votou contra cinco processos. Foram, segundo o movimento, os únicos votos contra em 132 pontos analisados. A oposição justifica a posição com a ausência de passeios previstos nos projetos. “O direito à mobilidade também começa no passeio”, defende.
O movimento voltou ainda a denunciar o que considera ser um “bloqueio sistemático” ao direito dos vereadores apresentarem propostas. Entre os exemplos estão iniciativas sobre a monitorização do ruído das festas, a revisão de regulamentos municipais e a sinalização das Sete Fontes.
“Em qualquer órgão democrático, as propostas apresentam-se, discutem-se e votam-se”, sustenta o Amar e Servir Braga, considerando que impedir a discussão de propostas “não é um sinal de força democrática”.
Se quiseres, posso agora fazer uma versão mais agressiva e política, com o título centrado nos 300 mil euros, mais ao estilo de notícia de jornal regional.