Joana Amaral Dias acusa Luís Neves de “se esquecer que já não é polícia”
Joana Amaral Dias acusa Luís Neves de “se esquecer que já não é polícia” e exige documentos sobre polémica
Joana Amaral Dias lançou duras críticas ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, considerando que o atual governante “nunca deveria ter passado diretamente da direção da Polícia Judiciária para o cargo de ministro”.
Numa publicação nas redes sociais, a comentadora e política acusa Neves de ainda não ter percebido que “já não é polícia, mas sim político”, apontando o dedo à postura adotada pelo ministro perante a polémica que o envolve.
Para Joana Amaral Dias, a atitude “secretista” de Luís Neves, a dificuldade em responder a questões que considera essenciais e uma alegada postura de confronto têm contribuído para aumentar as dúvidas em torno do caso. A responsável recorda ainda as polémicas com a jornalista Felícia Cabrita e os confrontos políticos com André Ventura.
A antiga deputada considera “lamentável” que o ministro continue sem divulgar toda a documentação relacionada com o caso e defende que sejam tornados públicos “os contratos, as faturas, os comprovativos de pagamento e todos os restantes documentos”.
“Se tudo foi feito de forma irrepreensível, então que mostre”, escreveu, defendendo que a transparência é “a melhor defesa de qualquer governante”.
Joana Amaral Dias questiona também a alegada utilização de câmaras de videovigilância privadas para filmar a via pública e critica o que descreve como uma postura de intimidação perante quem coloca perguntas incómodas. Na sua opinião, estes comportamentos são incompatíveis com o cargo de ministro da Administração Interna.
A política alarga ainda as críticas ao Governo de Luís Montenegro e questiona: “qual é o ministro que se safa neste Governo?”. A partir daí, aponta o dedo às áreas do Ambiente, Saúde e Educação, deixando críticas à atuação dos respetivos ministros.
Na mesma publicação, Joana Amaral Dias questiona ainda a sucessão de polémicas envolvendo figuras públicas e obras em propriedades privadas, recordando os casos de Cavaco Silva, Ana Gomes e agora Luís Neves.
“Será assim tão difícil cumprir exatamente as mesmas regras urbanísticas, administrativas e de transparência que qualquer cidadão comum tem de respeitar?”, questiona.