CHEGA acusa Carlos Moedas de impedir colocação de cartazes
O CHEGA acusou esta sexta-feira a Câmara Municipal de Lisboa de ter impedido a colocação de cartazes de propaganda política nas imediações da Assembleia da República, alegando que a Polícia Municipal atuou por ordem do presidente da autarquia, Carlos Moedas.
Numa publicação nas redes sociais, o partido afirma que os agentes municipais impediram a instalação de lonas com mensagens críticas ao Governo sobre a gestão da falta de água, dos incêndios e dos exames nacionais. Segundo o CHEGA, foi ainda dada ordem para apreender o material.
“A Polícia Municipal de Lisboa, por ordem do Presidente da Câmara Carlos Moedas (PSD), impediu hoje o CHEGA de colocar cartazes na zona do Parlamento”, escreveu o partido, acrescentando que “não desistirá” de denunciar aquilo que considera ser a “ausência e incompetência do Governo”.
Na mesma publicação, o CHEGA questiona: “Onde anda o primeiro-ministro e o Governo quando mais precisamos deles?”
Até ao momento, não é conhecido qualquer esclarecimento público da Câmara Municipal de Lisboa ou da Polícia Municipal sobre a atuação denunciada pelo partido.
A controvérsia surge numa altura em que a colocação de propaganda política em Lisboa continua a gerar debate. Nos últimos anos, a autarquia liderada por Carlos Moedas tem defendido uma maior regulação da instalação de cartazes e lonas no espaço público, alegando razões de proteção da paisagem urbana e do património. Em abril deste ano, a Câmara avançou com a remoção coerciva de dezenas de cartazes de diferentes partidos no Eixo Central, após notificação para a sua retirada. (Municipio de Lisboa)
Também em junho, Carlos Moedas revelou que o Tribunal Administrativo obrigou o município a repor um cartaz do CHEGA junto à Assembleia da República, defendendo na altura que a legislação em vigor é demasiado permissiva quanto à propaganda política fora dos períodos eleitorais. (nowcanal.pt)