Presidente Faria prometeu, mas um ano depois está tudo na mesma
Uma troca de comentários nas redes sociais entre uma moradora da Rua de Parada e o presidente da Junta de Freguesia de Vila Verde e Barbudo trouxe a público um problema antigo relacionado com a falta de ligação à rede pública de água numa zona próxima da Escola Profissional Amar Terra Verde.
Na publicação, a moradora critica a ausência de respostas concretas por parte da Junta e do Município, afirmando que desde outubro solicita a ligação de água e que “está tudo na mesma”. Segundo a própria, apenas parte da rua tem água canalizada, obrigando os restantes moradores a consumir água de poço, situação que considera inaceitável. “Água e saneamento são um luxo só para alguns”, escreveu.
Em resposta, o presidente da Junta, José Luís Soares Faria, rejeitou as acusações de inação e explicou que o processo para resolver a falta de ligação à água pública já está em curso. De acordo com o autarca, foram pedidos orçamentos, entretanto entregues à empresa responsável pela obra, estando previsto o início dos trabalhos em setembro. O presidente sublinhou ainda que a empresa não depende exclusivamente das obras da Junta para intervir.
Ligação à água em Barbudo continua por resolver um ano depois de garantias da Junta
A polémica em torno da falta de ligação à rede pública de água na Rua de Parada, em Barbudo, voltou a ganhar dimensão pública após uma troca de comentários nas redes sociais entre uma moradora e o presidente da Junta de Freguesia de Vila Verde e Barbudo. À indignação expressa recentemente juntam-se agora novos factos que reforçam a sensação de estagnação no processo.
Há cerca de um ano, em julho de 2025, o presidente da Junta terá sido perentório e afirmativo quanto à resolução do problema. No entanto, passados doze meses, os moradores garantem que “está tudo na mesma”. Apesar de a rua se localizar a dois minutos do centro da vila, há famílias que esperam há cerca de dez anos pela ligação à água canalizada, que está instalada apenas até meio da via.
A situação ganha contornos ainda mais polémicos com a recente construção de uma nova habitação na mesma rua, cujo projeto foi aprovado pelo Município de Vila Verde, prevendo fossa séptica e poço, colocados lado a lado, numa zona onde a rede pública existe parcialmente. Para os moradores, este facto levanta dúvidas sobre os critérios adotados e sobre a coerência das decisões urbanísticas.
Na troca de comentários tornada pública, uma moradora criticou duramente a falta de resposta das entidades, sublinhando que água e saneamento continuam a ser tratados como um privilégio. O presidente da Junta respondeu que o processo está em curso, que os orçamentos já foram solicitados e entregues à empresa responsável, apontando setembro como data prevista para o início das obras.
Apesar dessa explicação, os residentes insistem que nada mudou no terreno, mantendo-se dependentes de água de poço para consumo diário. O caso reacende o debate sobre a resposta do poder local às necessidades básicas da população e volta a colocar pressão sobre a Junta e o Município para uma solução concreta e célere.
“Vila Verde encanta na satisfação das necessidades básicas”, ironiza um dos moradores, resumindo um sentimento de frustração que, um ano depois das garantias oficiais, continua sem resposta prática.