Nuno Melo antecipa nova crise política e prevê desilusão para PS e Chega
Nuno Melo antecipa nova crise política e prevê desilusão para PS e Chega
O presidente do Nuno Melo afirmou este domingo que “já se antecipa outra crise política”, mas deixou o aviso de que uma eventual coligação entre socialistas e forças consideradas extremistas para derrubar o Governo poderá resultar numa nova desilusão eleitoral para essas forças. As declarações foram feitas na abertura das jornadas parlamentares do CDS-PP e do PSD, que decorrem em Cascais.
Na intervenção, citada pela Lusa, o também ministro da Defesa não concretizou cenários específicos que sustentem a previsão de instabilidade, mas sublinhou que o atual executivo “deseja e procura ativamente a estabilidade”, apesar de governar sem maioria absoluta. Nuno Melo rejeitou ainda qualquer acusação de arrogância por parte do Governo, defendendo que o diálogo e a procura de entendimentos têm marcado a atuação da coligação.
Sem poupar críticas ao líder do Chega, André Ventura, e ao secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, o líder centrista admitiu que “os socialismos e os populismos” se possam voltar a unir, cenário que, no seu entender, poderá desencadear uma nova crise política.
Caso as eleições legislativas, previstas apenas para 2029, venham a ser antecipadas, Nuno Melo mostrou-se confiante no reforço da coligação governamental. “Se as oposições não quiserem respeitar a vontade dos eleitores outra vez, pode bem ser que tenham uma outra grande desilusão”, afirmou, lembrando o crescimento da AD nas legislativas de 2025 face a 2024.
O presidente do CDS-PP defendeu ainda que os portugueses “sabem quem cumpriu e quem traiu o mandato que lhes foi confiado”, sublinhando que os resultados eleitorais são “o cartão de visita” da coligação PSD/CDS-PP, que, frisou, “nunca perdeu eleições legislativas”.
As jornadas parlamentares decorrem sem a presença do primeiro-ministro Luís Montenegro, que se encontra fora do país.